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Composta por seis obras de arte contemporânea de carácter efémero, a exposição da responsabilidade da curadora Gabriela Raposo conta com a participação de seis artistas convidados.

O troço da Estrada Nacional 9 (EN9) situado entre Torres Vedras e Alenquer acolhe, de 29 de julho a 31 de dezembro, o circuito de arte 10.10.10. Arte entre cidades. A exposição, inaugurada no dia 29 de julho, é um dos projetos inseridos no programa da “Cidade Europeia do Vinho 2018 | Torres Vedras/Alenquer”.

Composta por seis obras de arte contemporânea de carácter efémero, a exposição da responsabilidade da curadora Gabriela Raposo conta com a participação de seis artistas convidados: Teresa Henriques, Os Espacialistas, Ayelen Peressini, Ramiro Guerreiro, António Bolota e Inês Teles.

Ferro, terra, argila e madeira são alguns dos materiais usados para dar vida às obras que refletem sobre a herança vinícola destes dois municípios. “De uma forma muito individual, criativa e única cada artista conseguiu pegar nesse elemento que é o vinho e dar-lhe a sua interpretação”, esclareceu Gabriela Raposo.

A mostra que se apresenta, segundo a curadora, como um “passeio territorial pontuado pelo olhar destes artistas” sugere o diálogo entre a arte e a arquitetura através da implantação de obras em vários locais associados ao vinho e ao património cultural deste território.

Carlos Bernardes, presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, inaugurou a exposição realçando a importância de unir o vinho à arte de forma a promover a região e o enoturismo. O autarca relembrou que todo o trabalho desenvolvido enquanto “Cidade Europeia do Vinho” tem como objetivo projetar os produtores de Torres Vedras e de Alenquer.

Deixar uma marca no território é para o presidente da Câmara Municipal de Alenquer, Pedro Folgado, o principal objetivo desta associação entre o vinho e a arte. O edil vê neste projeto o reflexo do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelos dois municípios.

A obra artística na paisagem

Por ocasião da inauguração da exposição realizou-se uma vista guiada que contou com a presença da curadora e dos autores das obras. A visita teve início na Praça Wellington, em Torres Vedras, e percorreu todo o circuito até Alenquer, numa promenade territorial ao longo da EN9.

A obra Gina Lollobrigida da artista Teresa Henriques explora a possibilidade espacial e escultórica de um reservatório de vinho. A peça foi implantada na Praça Wellington, em Torres Vedras, de forma a oferecer ao observador uma perspetiva alteada sobre a mesma. Uma criação que para Gabriela Raposo desafia a “fronteira entre o objeto artístico e o objeto arquitetónico”.

O Instituto da Vinha e do Vinho de Torres Vedras alberga outra das instalações artísticas deste circuito. V.I.D.E. é uma criação dos artistas Os Espacialistas e consiste na reabilitação artística e arquitetónica da cabine e do tabuleiro da balança de pesagem de uvas. Ana Umbelino, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Torres Vedras, vê na arte contemporânea e em particular nesta peça a capacidade de “perturbar o espaço, através da sua inquietude e irreverência”.

Continuando pela EN9 surge, na Adega Cooperativa da Carvoeira, mais uma das obras da mostra. Três esculturas implantadas em diferentes zonas de um edifício desativado da Adega compõem a peça _Common_Grounds, da artista argentina Ayelen Peressini. As peças inspiradas nos materiais, formas e cores daquele espaço criam uma instalação passável que leva o visitante a explorar e a conhecer o edifício.

Já no concelho de Alenquer, o visitante é confrontado com uma obra implantada na antiga Adega Cooperativa de Olhalvo. A instalação artística de Ramiro Guerreiro é uma alegoria à ideia de lagar, através da sugestão de um tanque a partir das suas paredes verticais. Para além deste tanque, aberto num dos topos e sem fundo, a intervenção inclui dois bancos corridos que convidam a usufruir do espaço.

Sóbrio e ébrio é o título da criação de António Bolota que se ergue junto à Torre da Couraça, em Alenquer. Ao chegar às portas da vila o visitante é recebido com uma peça que conta a história da relação entre o homem e o vinho. Segundo Gabriela Raposo, “a forma como a obra comunica com a Torre e ao mesmo tempo a respeita cria um equilíbrio simbiótico a nível da implantação”.

O largo junto ao Museu do Vinho, em Alenquer, alberga a última instalação artística do circuito. Numa reflexão sobre as características da indústria vinícola, Inês Teles, apresenta a obra Pinturas sobre estruturas de crescimento. A peça foi pensada para fazer coexistir dois universos, criando assim um desenho espacial que se funde com o local de implantação.

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