75% dos Torrienses vão beneficiar da redução dos custos da água em 2016
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A Câmara de Torres Vedras, um dos municípios com água mais cara do país, anunciou hoje que vai reduzir em 2016 o preço da água e do saneamento para 75% dos consumidores.

O município estima que a fatura da água seja reduzida para 75% dos consumidores, englobados nos dois primeiros escalões, de acordo com a proposta de novos tarifários, aprovada por unanimidade na última reunião da autarquia.

No primeiro escalão, um consumidor de cinco metros cúbicos tinha até agora uma fatura de 17,88 euros e passa a pagar 17,09, enquanto o de dez metros cúbicos, a média de consumo, passa de 30,49 para 28,49 euros, o que se traduz numa poupança de dois euros mensais e de 24 euros anuais.

Em termos médios, estima-se uma redução de 12% na água e 7% no saneamento, o que se traduz numa redução de 6,6% no final da fatura para a maioria dos consumidores.

A autarquia justificou a diminuição dos tarifários por ir comprar em 2016 água mais barata à EPAL. Este ano, a tarifa por cada metro cúbico cobrada era de 0,65 euros, valor que desce para 0,57 em 2016.

Na água, a tarifa variável a pagar por cada metro cúbico consumido desce no primeiro escalão (0 a 5 metros cúbicos), de 0,64 para 0,57 euros, no segundo (6 a 15) de 1,32 para 1,16, e no terceiro (16 a 25) de 2,69 para 2,36, mantendo os 4,84 no quarto (mais de 25).

No saneamento, cujos gastos são indexados ao consumo de água, a tarifa variável baixa de 1,3270 euros para 1,2341 euros.

O município anunciou para 2016 a criação de uma nova tarifa, para portadores do Cartão Jovem Municipal, que vão pagar a água ao preço do primeiro escalão, até ao limite de 15 metros cúbicos.

Também os beneficiários das tarifas familiar e social vão ver as reduções do preço refletidas na sua fatura. No caso da tarifa social, que abrange mais de um milhar de consumidores, em vez de 28,49 euros, a fatura a pagar por 10 metros cúbicos é de 16,87 euros.

Torres Vedras é um dos 35 municípios com a água mais cara do país, segundo dados de abril deste ano da DECO-Associação de Defesa do Consumidor.

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