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A imagem de Jesus Cristo “continua a ser a mais perturbadora”, a mais amada e mais estudada, “a mais misteriosa” e a que “mais estabelece a ponte entre o aquém e o além”, defende Joaquim Carreira das Neves, no novo livro.

O sacerdote e teólogo Joaquim Carreira das Neves faz estas afirmações na sua nova obra “O rosto e as imagens”, que é apresentada pelo jornalista Henrique Monteiro, na sexta-feira, às 18:30, no Centro Cultural Franciscano, em Lisboa, ao largo da Luz.

“Vivemos entre a ‘imagem’ e a ‘essência’, entre a ‘imagem’ e o ‘Ser’”, começa por afirmar Carreira das Neves, para dissertar em seguida: “A prova mais concreta desta realidade, transversal a toda a existência, em meu entender, reside na pessoa de Jesus Cristo, que continua a ser a mais perturbadora, a mais amada, a mais estudada, a mais misteriosa, a mais pontifícia, isto é, a que mais estabelece a ponte entre o aquém e o além, a imanência e a transcendência, a Morte e a Vida, o Homem e Deus”.

Carreira das Neves aborda a figura de Jesus de Nazaré “como denunciadora de falsas ‘imagens’ de Deus e reveladora da ‘essência’ mais profunda do Homem: a sua dignidade como criatura divina”, afirma a Paulinas Editora, que chancela o ensaio.

Uma reflexão que assenta na leitura do “Evangelho Segundo Marcos”, de textos franciscanos, nomeadamente um poema de S. Francisco de Assis, que canta “o Deus Altíssimo, radiante e esplendoroso como o sol, que a tudo ilumina e dá calor”, numa missiva do papa Inocêncio III ao cônsul Acerbo, de Florença, e nas ideias defendidas pelo epistemólogo e teólogo Javier Monserrat.

Para a editora católica, este é “um livro denso, mas profundo, e de uma enorme atualidade, para compreender o apelo evangélico do papa Francisco”.

Carreira das Neves, de 81 anos, é padre franciscano, escolheu seguir o exemplo de um tio, missionário em África, e iniciou os estudos no seminário em Montariol, em Braga, fez noviciado em Varatojo, nos arredores de Torres Vedras, e concluiu os estudos de Teologia em Lisboa, onde foi ordenado, em 1958. Frequentou a Universidade Antonianum e o Instituto Bíblico, em Roma, e o Instituto Bíblico da Flagelação, em Jerusalém.

A sua tese de doutoramento, sobre a “Teologia na tradução grega dos Setenta no Livro de Isaías”, foi defendida em 1967, na Universidade de Salamanca, em Espanha.

Carreira das Neves é membro da Academia das Ciências de Lisboa, e professor jubilado da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

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