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O Pavilhão Multiusos da Expotorres voltou a encher para assistir à sétima edição do Torres Vedras Humor e Música. Pelo palco passaram algumas das maiores figuras do humor português, que arrancaram gargalhadas incontáveis num espectáculo da Euphoric Challenges que se prolongou pela noite dentro. “Já cá estive algumas vezes, começo a ser um habituée” nota Eduardo Madeira, que volta a Torres Vedras desta vez ao lado de Manuel Marques. A dupla apresentou o espectáculo que tem na estrada há dois anos e falou com o Torres Vedras Web no final da noite.

“O público aqui de Torres ainda não conhecia este espectáculo e acho que foi uma noite muito boa. Correu muitíssimo bem e a prova é que o público aderiu muito.” O momento em que os dois partilharam o palco teve, de facto, um dos seus pontos altos quando Eduardo Madeira percorreu a plateia, brincando com o público e passando o microfone para as suas mãos. “A diferença entre este espectáculo e outros passa precisamente por aí, por envolver muito o público” destaca. “Isso passa uma energia meio maluca, e a malta gosta.”

A energia de que nos falam foi constante durante esta noite em que o humor e a música estiveram, mais uma vez, de braço dado. Eduardo Madeira apresentou-se de guitarra nas mãos, enquanto Manuel Marques dava voz a músicas que arrancavam lágrimas a boa parte do público. E se o segundo se ficou pelo microfone, o primeiro (que integra, com Filipe Homem Fonseca, os Cebola Mol) não tem dúvidas de que é “uma estrela de rock falhada”, fala sobre a sua ligação com o mundo da música e sobre o porquê de se juntar duas áreas que parecem ser tão distintas.

 

Antes desta dupla, já António Machado tinha feito rir o pavilhão torriense. De Marcelo Rebelo de Sousa a Cristiano Ronaldo, passando por Pinto da Costa, a voz do humorista arrancou sucessivos aplausos. Para o final da noite estava reservado Top Genius, que junta Vasco Palmeirim e Nuno Markl num espectáculo de música, desenho, interacção e, claro, muito humor.

Reunir artistas tão distintos que têm em comum o dom de fazer rir os outros parece ser a chave para o sucesso de uma noite como esta. E Manuel Marques acrescenta. “Primeiro somos todos amigos, já nos conhecemos todos há muitos anos. E depois divertimo-nos muito em palco, porque se não nos divertissemos tanto as coisas não resultavam” explica. “Para fazer humor é preciso nós nos divertirmos e acho que funciona também por isso.”

O humor como escape

“O humor é importante de duas formas” explica Eduardo Madeira quando falamos sobre a importância de fazer rir nos dias de hoje. “Primeiro, como forma de escape para os problemas que existem. Através do humor as pessoas conseguem esquecer um bocadinho a situação do país, do mundo e até a sua situação pessoal.” Em segundo lugar, os humoristas sublinham a crítica inerente ao processo de fazer rir, que se pode estender à política, à sociedade ou à economia.

No final de uma noite com tanto riso (e depois de ter despejado, em palco, uma garrafa de água na sua própria cabeça…), Eduardo Madeira conclui. “Essa dupla função de conseguir, através de alguma crítica mas também de momentos absolutamente disparatados, que as pessoas fiquem mais bem dispostas na sua vida é a nossa função. É para isso que nos levantamos da cama de manhã.” “E com muito gosto” acrescenta Manuel Marques.

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