Acordeões do mundo voltou a animar o outono de Torres Vedras
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Em propício ambiente outonal os foles voltaram a abrir-se em Torres Vedras para mais uma edição do festival internacional de acordeão desta Cidade.

Na sua 17.ª edição, o Acordeões do Mundo apresentou um novo formato, que consistiu num maior número de concertos no Teatro-Cine, bem como na atividade “Manhãs do Acordeão”, por meio da qual acordeonistas tradicionais atuaram em manhãs de sextas-feiras e sábados de novembro no Mercado Municipal.

Foi numa abordagem à obra de Fernando Pessoa que se realizou, no dia 13 de novembro, o primeiro concerto da edição de 2020 do Festival Internacional de Acordeão de Torres Vedras. Ode Marítima foi o nome desse espetáculo, o qual juntou o ator e encenador João Garcia Miguel ao consagrado grupo nacional Danças Ocultas, os quais embarcaram numa “aventura sobre a linguagem e as suas constelações sonoras”, explorando “as entrelinhas do texto”.

Jokers foi a “cartada” seguinte do Acordeões do Mundo, um trio híbrido cuja música é marcada pela imprevisibilidade e pela contradição, o que levou à apresentação de uma paisagem sonora complexa e original.

O Eva Parmenter Quartet foi o agrupamento musical que seguidamente pisou o palco do Teatro-Cine de Torres Vedras, o qual, liderado por uma das mais destacadas concertinistas nacionais, proporcionou uma viagem sonora em que as fronteiras estéticas, temporais e geográficas se diluíram.

Já o quarto concerto deste 17.º Festival Internacional de Acordeão de Torres Vedras foi protagonizado pelo trio galego Talabarte, um espetáculo que foi marcado pelos ritmos dançáveis europeus deste grupo e no qual a tradição e a contemporaneidade se tocaram.

Um duo escandinavo levou ao palco do Teatro-Cine de Torres Vedras o quinto concerto da edição de 2020 do Acordeões do Mundo, que se intitulou Time of Life. Tratou-se de um diálogo entre acordeão e piano, o qual foi levado a cabo pelo norueguês Geir Draugsvoll e pela dinamarquesa Mette Rasmussen, que abordaram na ocasião o reportório de novo tango do argentino Astor Piazzolla.

Foi com Reportório Osório: As mais belas canções de Umor! que a 17.ª edição do Festival Internacional de Acordeão de Torres Vedras chegou ao fim, no dia 22 de novembro. Tratou-se da apresentação de uma coleção de canções que aliam a escrita sagaz de Luís Fernandes à magistral música de Luís Cardoso, tendo as sonoridades do acordeão estado a cargo de Sónia Sobral. Música e humor num espetáculo singular…

Para além das “Manhãs do Acordeão”, que aconteceram nos dias 13, 14, 20 e 21 de novembro, animadas, respetivamente, por Vítor Apolo, Emanuel Soares, Mário Paulo e Modo Vilão, refira-se, da edição deste ano do Acordeões do Mundo: a exposição de fotografia sobre a 5.ª edição deste festival, da autoria de Maria João Arcanjo, a qual esteve patente no Mercado Municipal de Torres Vedras entre os dias 10 e 22 de novembro; o concerto coreografado levado a cabo pelo duo Parapente 700, no dia 15 de novembro, no Teatro-Cine de Torres Vedras, no qual se proporcionou uma viagem pela Europa, aliando a música à dança; e o momento musical Jangada de Pedra, que aconteceu na Sessão Solene de Celebração do Feriado Municipal de Torres Vedras, e que juntou Martin Sued (bandoneonista e compositor de Buenos Aires) e Marco Santos (baterista e compositor nacional).

O Festival Internacional de Acordeão de Torres Vedras – Acordeões do Mundo é uma organização da Câmara Municipal de Torres Vedras.

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