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O Partido Social Democrata (PSD) volta a apresentar na reunião da Assembleia Municipal desta Quinta-Feira a proposta que visa recomendar à autarquia lisboeta a alteração do nome da Alameda das Linhas de Torres para Alameda das Linhas de Torres Vedras. “É uma proposta absolutamente simples”, sublinha Marco Claudino, Presidente do PSD local, ao Torres Vedras Web. “Não só permitiria a identificação da história, como ter o nome de Torres Vedras numa artéria da capital.”

A proposta foi apresentada pela primeira vez na reunião de 25 de Fevereiro e foi chumbada por três votos. “Decorreu de forma absolutamente inesperada” admite o líder social-democrata. O PSD contou com o voto favorável do CDS e dos representantes das Juntas de Freguesia de Freiria, Dois Portos e Ponte do Rol. No entanto, o chumbo foi garantido com os votos contra da maioria do Partido Socialista (PS) na Assembleia Municipal, uma acção que Marco Claudino caracteriza como “pensar pequeno”. À abstenção da CDU juntaram-se alguns membros do PS. “Muitas vezes acusam-nos de ser sempre do contra, mas quando o PSD faz uma proposta simples, conseguiram [PS] votar contra. Com algumas excepções e abstenções que, naquele contexto, foram favoráveis.”

Quanto à argumentação apresentada pela representação rosa, Marco Claudino não tem dúvidas. “Numa primeira fase disseram que não havia sustentação histórica suficiente.” Rebatendo, lembra que “o Bicentenário teve o nome de Bicentenário das Linhas de Torres Vedras, a Associação de Defesa do Património Histórico é Associação das Linhas de Torres Vedras, as placas da auto-estrada – como se pode ver na A8 – dizem Linhas de Torres Vedras. Além de que são vários os livros do Município que utilizam a mesma referência.”

“A segunda argumentação foi de que talvez os municípios do lado, que também têm fortificações, ficassem chateados. Como se ‘escondidinho é que isto fosse bom'”. Uma ideia que o líder do PSD contraria, recordando as mais-valias que esta alteração toponímica pode vir a trazer para municípios como Mafra ou Sobral de Monte Agraço. “Todos os municípios que tiveram essa História têm a ganhar com a dinamização e o reconhecimento das Linhas de Torres Vedras. Designadamente o Sobral, que tem um centro interpretativo – aquilo que nós não temos.”

Uma dinamização fora de portas que o partido vê como um caminho para um maior reconhecimento e uma maior ligação das escolas ao concelho e a um sistema defensivo “que ainda hoje é estudado no mundo inteiro. Ganhamos todos”.

Quanto à nova tentativa de aprovação pela Assembleia Municipal, Marco Claudino considera que “estes dois meses foram suficientes e estou muito seguro que desta vez o PS não votará contra. Até porque já tiveram tempo suficiente para ver que os próprios livros da Câmara Municipal dão a sustentação histórica que diziam faltar na nossa proposta” garante.

 

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