Alenquer e Torres Vedras pedem alterações à requalificação da Estrada Nacional 9
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Os municípios de Alenquer e Torres Vedras pediram à empresa Infraestruturas de Portugal alterações às obras de requalificação da Estrada Nacional EN9, que decorrem há mais de um ano entre estes dois concelhos do distrito de Lisboa.

Do lado de Alenquer, o vice-presidente, Rui Costa, explicou que a autarquia está contra o “estreitamento da faixa de rodagem no troço urbano da Merceana” e, apesar de a via ter sido alargada mais 20 centímetros do que estava previsto de início, a autarquia defende que não é suficiente.

Este município justificou que a EN9 é atravessada por muitos veículos pesados, servindo de acesso à autoestrada A1, no Carregado (Alenquer).

Por isso, a autarquia pede o alargamento da faixa de rodagem, quando foi reduzida por causa da construção de passeios e da criação de lugares de estacionamento, que “não fazem sentido, porque estão em acessos a garagens e estabelecimentos comerciais”, explicou.

Na quinta-feira, autarcas e técnicos da obra e da IP reúnem-se no local para analisar as correções propostas pela câmara.

Já o presidente da câmara de Torres Vedras, Carlos Bernardes, tem vindo a solicitar à IP a integração na empreitada de abrigos de passageiros ao longo do troço em obra.

Torres Vedras pediu ainda alterações no cruzamento da aldeia de Nossa Senhora da Glória e a construção de uma rotunda na localidade de Carreiras “para melhorar a segurança rodoviária nestes dois cruzamentos”, explicou o autarca, adiantando que vão ser executadas numa segunda fase pela IP.

Já o município vai executar os passeios em falta na localidade da Carvoeira.

Ansiadas pela população e câmaras municipais dos dois concelhos, as obras de requalificação da EN9, entre Torres Vedras e Merceana (Alenquer), orçadas em 3,6 milhões de euros, começaram em julho de 2019.

Apesar de o prazo de execução de nove meses já ter sido ultrapasso, as obras ainda decorrem.

O concurso público foi lançado em maio de 2018 pelo montante de quatro milhões de euros, mas foi adjudicado por 3,6 milhões de euros, segundo o contrato, a que a agência Lusa teve acesso.

As obras compreendem a requalificação do atual troço da EN9 numa extensão de 15,8 quilómetros, entre os quilómetros 68, em Torres Vedras, e 82, até ao entroncamento da Estrada Nacional 115, na localidade da Merceana.

Após as obras, a via vai manter o “perfil existente com uma via em cada sentido”, “adequado” ao tráfego estimado em quatro mil veículos por dia, informou na ocasião a IP.

Estão também previstos trabalhos de beneficiação do sistema de drenagem da via, substituição e reforço da sinalização e equipamentos de segurança existentes.

No troço entre o entroncamento com o acesso à autoestrada A8 (Lisboa/Leiria) e o entroncamento com a EN248, no concelho de Torres Vedras, a via vai ter “alguns alargamentos pontuais e ripagem de duas curvas com más características de traçado e de visibilidade, tendo ainda sido reformuladas intersecções, com alargamento da via para a introdução de separador central”.

As câmaras municipais de Torres Vedras e Alenquer pediam a requalificação daquela via até Alenquer e não apenas até à Merceana.

A requalificação daquele troço da EN9 constava do Plano de Compensações pela Deslocalização do Aeroporto Internacional de Lisboa da Ota (Alenquer), celebrado entre o Governo liderado pelo socialista José Sócrates e os municípios da região Oeste em 2009.

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