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Entre os dias 5 e 19 de junho, decorreu em Torres Vedras o Arte ao Centro 2015, um evento cultural com atividades ligadas à arte, desenho de rua e fotografia.

Organizado pelo Município e pela Cooperativa de Comunicação e Cultura, o evento foi coordenado pelo arquiteto André Baptista.

A segunda edição do Arte ao Centro teve início no dia 5 de junho com a inauguração da exposição do Coletivo Brasil “O mar que nos Separa/Une”, coordenada por Lauro Monteiro Filho.

Entre os dias 6 e 9 de junho, artistas brasileiros participantes na iniciativa orientaram um conjunto de oficinas artísticas, sob o mote da inclusão social pela arte, destinado a grupos minoritários da sociedade torriense. No dia 9, para marcar o encerramento dessas oficinas, decorreu no auditório do Edifício dos Paços do Concelho uma tertúlia sob o tema “Inclusão Social pela Arte”, na qual intervieram Ana Umbelino (vereadora da Cultura da Câmara Municipal); Miguel Horta (pintor e mediador cultural); Sofia Máximo e Neusa Silva (responsáveis pela Agenda APECI); Duarte Lucas (presidente da Associação para a Educação de Crianças Inadaptadas de Torres Vedras); e o Coletivo Brasil.

Integrado no Arte ao Centro 2015 decorreu entre os dias 10 e 14 de junho o Encontro Internacional de Desenho de Rua. Nestes cinco dias de riscos e conversas participaram cerca de 100 desenhadores (uma média de 50/dia) de Portugal, Brasil e Espanha, os quais foram orientados por 11 formadores também destes países: Lauro Monteiro (BR) e Pedro Alves (PT); António Bártolo (PT) e Ana Luísa Frazão (PT); Clara Marta (ES), José Marconi (BR), Filipa Antunes (PT) e João Catarino (PT); Inma Serrano (ES), Rosário Félix (PT) e Eduardo Salavisa (PT).

As oficinas de desenho ocorreram sobretudo nas ruas do centro histórico de Torres Vedras, privilegiando a interação com os comerciantes, moradores e turistas da cidade, à exceção do dia 11, cuja oficina se realizou nas antigas Termas dos Cucos. O programa destas oficinas visava sobretudo oferecer aos participantes uma vasta panóplia de opções técnicas e conceptuais, privilegiando sobretudo o uso do diário gráfico como suporte e a rua como ateliê.

No dia 12 de junho estiveram presentes na iniciativa cerca de 40 alunos do curso de Arquitetura da Universidade Lusófona, orientados pela professora, arquiteta e urban sketcher Filipa Antunes.

No final dos dias de trabalho, para além da habitual partilha de desenhos e fotografias de grupo, realizavam-se sempre tertúlias denominadas de “Conversas (a)riscadas”, nas quais formadores e participantes partilhavam experiências e davam a conhecer-se um pouco mais. O ambiente intimista criado servia sobretudo para reforçar o espirito de grupo. Houve ainda tempo para a apresentação oficial do livro de Ana Luísa Frazão “Uma semana na cozinha”.

No último dia deste encontro, apesar da chuva que se fez sentir, os participantes reuniram-se no claustro do Convento da Graça para um último sketchcrawl que foi orientado pelos formadores ainda presentes, o qual se realizou em simultâneo em mais de 20 outras cidades brasileiras e espanholas, que responderam ao desafio “Todas as Linhas vão dar a Torres: Sketchcrawl coletivo entre Portugal, Brasil e Espanha”. “Portugal” foi o tema comum da atividade.

Neste encontro desenhou-se muito património, material e imaterial, mas desenharam-se, sobretudo, novas amizades e novos (re)encontros.

Ainda no âmbito do Arte ao Centro 2015, decorreram, entre os dias 16 e 19 de junho, oficinas de fotografia urbana, orientadas pela fotógrafa e arquiteta brasileira Marta Viana, as quais foram organizadas pela Cooperativa de Comunicação e Cultura em parceria com a Câmara Municipal. No dia 17 esta fotógrafa dinamizou uma oficina direcionada a crianças integradas no programa Tempo de Férias, tendo nos dias 16 e 18 se juntado a fotógrafos torrienses que saíram à descoberta do património material e imaterial da zona norte de Torres Vedras.

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