Associações empresariais do Oeste reclamam arranque do IC11 na Lourinhã
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Nove associações empresariais da região Oeste assinaram uma moção conjunta.

Nove associações empresariais da região Oeste assinaram uma moção conjunta exigindo que seja dada prioridade à construção do Itinerário Complementar (IC)11 e que a obra se inicie, em 2021, com a ligação da Lourinhã à Autoestrada 8.

A Lourinhã “é o único concelho da região do Oeste que só é servido por estradas nacionais”, disse à agência Lusa Filomena Frade, presidente da Associação de Desenvolvimento Local (ADL) daquele concelho, que hoje divulgou uma moção exigindo que seja dada prioridade à construção do IC11.

A moção foi tornada pública pela FAERO – Federação de Associações Empresariais do Oeste, em representação de nove associadas de vários concelhos da região que entenderam unir-se na “promoção dos interesses socioeconómicos e do desenvolvimento homogéneo do território”.

As associações lembram que, com exceção da Lourinhã, em todos os outros concelhos do Oeste (Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras) existem “infraestruturas rodoviárias de ligação regional satisfatórias, que asseguram a ligação das sedes de concelho a Lisboa e Leiria por via da Autoestrada 8, Itinerário Principal 6, IC9, e a Santarém através da A15”.

Apenas a Lourinhã não tem qualquer ligação direta àquelas vias, sendo o concelho servido apenas pelas estradas nacionais 8-2, E247 e 361.

“Estas rodovias apresentam graves problemas de conservação e de traçado”, refere a moção, vincando o facto de atravessarem “várias localidades, com todos os constrangimentos decorrentes ao nível da segurança rodoviária e da fluidez da circulação”.

Sendo “uma expectativa antiga da região”, a construção do IC11 é apontada na moção como uma prioridade para resolver a questão das acessibilidades ao concelho que, segundo o documento, tem “o maior volume de negócios proveniente do setor da agricultura, produção animal e pesca”, correspondendo a 35%, ou seja, “muito acima da média do Oeste, 9%”.

O escoamento daqueles produtos é feito em fresco, “com necessidade de boa e rápida acessibilidade aos centros de distribuição”, sob o risco de colocar os operadores locais “a competir com outras regiões produtoras em condições logísticas e económicas desfavoráveis”, pode ler-se na moção.

A existência de estruturas de lazer que atraem milhares de visitantes e o afluxo de turistas aos 12 quilómetros de costa do concelho são outros dos argumentos das associações para defender que “seja dada prioridade à construção do IC11” e que a obra se inicie com a construção do troço de ligação da Lourinhã à A8”.

Isto porque se trata da “única sede de concelho de todo o Oeste, que em condições normais de trânsito se encontra a mais de 20 minutos de um acesso à A8, demorando igualmente 20 minutos no percurso de autoestrada até à entrada em Lisboa”.

As associações exigem ainda que “a execução deste projeto seja assumida para o início da calendarização definida no programa”, ou seja, 2021.

A moção, divulgada hoje na Lourinhã, foi subscrita pela Associação Comercial de Serviços e Industrial de Alcobaça e Região de Leiria, pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços da Nazaré, pela Associação Comercial, Industrial e Serviços da Região Oeste, pela Associação Desenvolvimento Empresarial da Benedita, pela Associação Desenvolvimento Local da Lourinhã, pela Associação Empresarial da Região Oeste, pela Associação Produtores e Engarrafadores Licor de Ginja de Óbidos e Alcobaça, pela Bombarral Sustentável e pelo MOV.Peniche – Núcleo Empresarial do Concelho de Peniche.

As associações são representadas pela FAERO, que no total integra mais de 3014 empresas da região que, em 2017 “assegurou um volume de negócios superior a 9. 852 milhões de euros, com um peso de 2,7% no volume de negócios de Portugal”, de acordo com os dados divulgados na moção.

A construção do IC11 (Peniche/Carregado) é um dos investimentos previstos no Plano Nacional de Investimentos 2030.

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