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*O espaço Autárquicas 2017 é da inteira responsabilidade dos seus autores. O TorresVedrasWeb disponibiliza os seus meios para informação à população do Concelho de Torres Vedras

BLOCO DE ESQUERDA, A NOVA ESQUERDA

Rui Matoso

Candidato à Câmara Municipal

Professor Universitário

A designação de “Nova Esquerda” vem sendo utilizada para identificar os movimentos políticos de esquerda que emergiram em diversos países, a partir da década de 1960. A Nova Esquerda, apesar de se alicerçar no marxismo, na defesa da justiça social e no combate ao neoliberalismo, inclui outras formas de emancipação e de activismo que a esquerda “clássica” não abarca porque se encontra historicamente focada na luta de classes, a luta do operariado contra a dominação burguesa.

A partir dos movimentos sociais de libertação e de contracultura, na Europa e nos E.U.A, designadamente com a revolta de Maio de 1968 em França, com os protestos contra a Guerra do Vietname, nas lutas pela conquista dos direitos civis das minorias, a Nova Esquerda juntou os movimentos que visavam acabar com a opressão de classe, de género sexual, de raça e sexualidade.

artigo bloco esquerda 1

 

Em vez de estar somente concentrada na luta contra a exploração económica, a Nova Esquerda entende que a construção do socialismo, ou seja, de uma sociedade que possibilite, segundo Marx e Engels, «o livre desenvolvimento de cada um como condição para o desenvolvimento de todos» (Manifesto do Partido Comunista), também voltou a atenção para outras formas de dominação exercidas pelo poder patriarcal e pelos sistemas autoritários e elitistas. A Nova Esquerda assume, portanto, o compromisso para com a unidade dos direitos sociais, políticos, culturais e humanos, como fundamento das novas políticas de esquerda.

É neste sentido que o Bloco de Esquerda se identifica estatutariamente como Movimento, inspirado nas «contribuições convergentes de cidadãs e cidadãos, de forças e movimentos que ao longo dos anos se comprometeram e comprometem com a defesa intransigente da liberdade e com a busca de alternativas ao capitalismo. Pronuncia-se por um mundo ecologicamente sustentável. Combate as formas de exclusão baseadas em discriminações de caráter étnico, de género, de orientação sexual, de idade, de religião, de opinião, de classe social ou baseadas na existência de diversidade funcional» (Estatutos, Artigo 1º – definição e objetivos).

O Bloco de esquerda é também hoje reconhecido como um partido feminista, pois, estamos conscientes de que a nossa sociedade é ainda desigual e marcada pelos estereótipos dos papéis de género, pelo sexismo e pela discriminação, o que gera uma condição tantas vezes acentuada com desemprego e precariedade laboral. A luta pela participação e visibilidade das mulheres em todas as esferas da nossa vida social e política tem pautado a agenda e a intervenção feministas do Bloco (Encontro sobre Igualdade de Género nas Autarquias).

artigo be 2

O Bloco é um movimento que luta pela igualdade ao mesmo tempo que luta pela diversidade, deste modo é em Portugal o partido que mais se comprometeu na luta contra a homofobia e os direitos LGBT, tendo  apresentado, em 2010, o projecto de lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

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A componente ambientalista é hoje um eixo fundamental nas políticas do BE, e por isso mesmo o Bloco é hoje um partido vinculado à corrente Eco-Socialista, no combate à crise ecológica criada pelo sistema capitalista. Diversas lutas contra a ganância do lucro e a exploração incontrolável da natureza, vem sendo dinamizadas pelo BE, principalmente contra o grave problema das Alterações Climáticas. Neste caso, a candidatura do BE em Torres Vedras defende o fim da exploração de combustíveis fósseis (gás e petróleo) de modo a favorecer definitivamente a transição energética para as energias renováveis. Também em Torres Vedras, a nossa intervenção contra o uso de herbicidas , e a favor da saúde pública, vai ao encontro desta sensibilidade ambiental que deve ser cada vez mais um importante foco do bem-estar e da qualidade de vida dos cidadãos, mas também dos animais e da natureza.

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O nosso lema de campanha nestas eleições autárquicas, “ Na Defesa do Bem Comum – O Bloco faz Toda a Diferença”, assumimos a visão da Nova Esquerda no que toca às políticas de nova vaga ancoradas nos bens comuns: ambiente, cultura, espaço público, etc. Isto significa que a gestão destes bens não pertence exclusivamente ao Estado e administração pública, mas também às populações e  comunidades. Um exemplo prático desta nova forma de fazer política é o actual movimento político eleito no município de Barcelona, Barcelona en Comú.

O reconhecimento internacional do contributo positivo do Bloco de Esquerda no combate à precariedade e à austeridade imposta pela direita portuguesa, levou recentemente a que famosa revista (New Left Reviee), dedicada à política da Nova Esquerda, entrevistasse Catarina Martins para relevar a importância do Bloco no actual contexto político europeu.

 

 

 

 

 

 

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