*O espaço Autárquicas 2017 é da inteira responsabilidade dos seus autores. O TorresVedrasWeb disponibiliza os seus meios para informação à população do Concelho de Torres Vedras

Que estrada queremos para Santa Cruz?

Ao longo dos anos e após sucessivos actos eleitorais é recorrente, durante a campanha eleitoral, o tema da nova estrada para Santa Cruz.

Será uma necessidade criada por alguns? Uma bandeira política ? Ou algo que as populações sentem como uma necessidade premente?

Com efeito, os custos de construção de uma auto-estrada andam pelos 4,5 milhões euros/ quilometro em média, ora como será possível construir uma via como a que se apresenta nas fotografias nos documentos de campanha da Coligação “Juntos Somos mais Fortes” – PSD/CDS, por apenas sete milhões de euros?

Ao nível do financiamento, aponta a coligação para um ”payback” do investimento em 10 anos, mencionado, que o valor investido representa apenas 1% do orçamento da Câmara Municipal de Torres Vedras. Mas este 1% referido é antes da baixa de impostos municipais ou depois da baixa de impostos municipais que prometeram fazer? É que assim o valor é maior! Pergunta-se de quanto será? E qual o valor do impacto das despesas de manutenção da mesma no orçamento da Câmara?

Pergunta-se ainda, existe alternativa à Câmara de TV ser o promotor da obra? Existe sim,  temos é de ter uma executivo camarário que lute pelo seu município e que não se sinta condicionado por pertencer ao partido do governo. Há muito que temos projetos e mais projetos para o IC11. É urgente sermos reivindicativos para a construção do IC11, para que este permita o transito rodoviário por uma estrada de qualidade entre Santa Cruz e o Carregado de forma a permitirmos que as empresas exportadoras de hortícolas e frutícolas fiquem com um acesso direto para Madrid e para um mercado de 6 milhões de habitantes, permitindo também, que várias províncias de Espanha (Badajoz) fiquem com um acesso à praia de Santa Cruz e Zona Oeste em apenas 2h 10m, alternativa mais curta mesmo em território espanhol (256 Km), e aí sim, tirarmos partido do plano Juncker, ou de outro fundo europeu.

Em nada se enriquece este debate colocando cartazes e notícias em que se menciona a construção de uma ”nova via” sem especificar do que falamos e colocando fotografias nos documentos de uma auto-estrada.

Um estudo sério e urgente é necessário realizar, as populações devem ser ouvidas e consultadas através de um referendo, tendo consciência que os recursos são escassos e que a opção por uma estrada, via rápida ou auto-estrada, é uma opção em detrimento de outros investimentos públicos que o concelho necessita.

A consulta dos cidadãos sobre as grandes obras que afectam o dia-a-dia das suas vidas é um sinal de uma democracia adulta e participativa que permite opções conscientes e bem fundamentadas sobre as suas implicações.

As forças políticas devem tratar os recursos financeiros de todos nós de uma forma séria, com critérios de racionalidade e gestão escrutináveis por todos os munícipes, evitando gerar mal entendidos que levam à descredibilização dos atores políticos por prometerem o que sabem ante mão não poderem cumprir.

 Jorge Nunes

Candidato à CMTV pelo TnL                                               

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