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A noite de Sábado foi de festa e solidariedade para as cerca de 280 pessoas que marcaram presença no Baile da Cruz Vermelha. À semelhança do que aconteceu nos anos anteriores, o baile teve lotação esgotada, desta vez com o objectivo de apoiar a APECI – Associação para a Educação de Crianças Inadaptadas. “Este baile tem uma trilogia: solidariedade, glamour e diversão.” É assim que Tiago Duarte, Presidente da Delegação de Torres Vedras da Cruz Vermelha Portuguesa, caracteriza a noite em que foi entregue o Prémio Renato Valente à instituição torriense.

Os 3000 euros angariados, entregues na data em que se assinalava o Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência, irão permitir a substituição de material “obsoleto”, contribuindo para a melhoria das condições oferecidas aos utentes. Depois de, no primeiro ano, ter entregue mais de 6000 euros para a requalificação do Parque Infantil da Maceira – “uma das aldeias mais pobres do nosso concelho” -, seguiu-se a Pediatria do Hospital de Torres Vedras, que utilizou a mesma soma para comprar um ventilador. A APECI foi a associação premiada este ano, através de um processo de escolha que passa por um júri independente – composto pela vereadora Ana Umbelino e quatro pessoas que trabalham em associações de âmbito nacional – que analisa as candidaturas apresentadas pelas instituições do concelho.

Baile da Cruz Vermelha: uma noite de festa e de solidariedade com a APECI
O momento em que a APECI recebeu o Prémio Renato Valente.

A noite, inspirada no Baile da Cruz Vermelha do Mónaco, contou ainda com outras surpresas solidárias: 15 quilos de bacalhau, brinquedos e cabazes de natal com galinhas, patos, frangos e hambúrgueres vão ser distribuídos pelas 70 famílias apoiadas pela delegação. E se a solidariedade era a palavra de ordem, certo é que a noite contou com a dança contemporânea da Escola de Dança Movimento e com a música do Duo Madalena e Rodrigo, do Quarteto Intempore e de FF. A festa continuou pela noite dentro, com uma banda que percorreu as melhores músicas do século XX. “É uma noite em que as pessoas se divertem muito. A banda final é sempre muito animada… Valsas não entram aqui!” conta, entre risos, Tiago Duarte.

Quatro anos de crescimento

“Começámos do zero e é uma grande responsabilidade, porque a Cruz Vermelha é a maior instituição do mundo na área social” explica o líder da delegação torriense. Afinal, a organização marca presença em 190 países, com mais de 100 milhões de voluntários. “No início destes quatro anos de história tínhamos zero. Neste momento temos uma sede e uma carrinha para transportar socorristas e alimentos.” Isto porque, desde 2010, já foram angariados mais de 60 toneladas de alimentos, o que equivale a mais de 50 mil euros. Números que resultam de “muito trabalho”, no qual Tiago Duarte destaca o apoio de centenas de voluntários.

Baile da Cruz Vermelha: uma noite de festa e de solidariedade com a APECI
Depois de interpretar os seus originais, FF terminou com a “Desfolhada” de Simone de Oliveira.

As recolhas alimentares em causa permitem apoiar 70 famílias do concelho. Um total de mais de 300 pessoas, incluindo mais de 100 crianças. “Estou muito orgulhoso daquilo que conseguimos fazer.” Ao sentimento de dever cumprido junta-se o reconhecimento do trabalho desenvolvido, como aconteceu com a atribuição do primeiro lugar do Prémio BPI Seniores. Em causa está o projecto que visa ensinar primeiros socorros a 600 seniores do concelho e formar e integrar seis na equipa de emergência. “É um prémio muito importante. Significa que estamos no bom caminho, quer na área social, quer na área do socorrismo.” É que, como explica o dirigente, o objectivo passa por transformar “Torres Vedras no concelho do país com mais socorristas. Torres Vedras pode fazer história e criar um modelo em que qualquer pessoa pode ser socorrista: de crianças a idosos.”

Para isso contribui ainda a participação no Orçamento Participativo (OP), com a proposta “Mudar Vidas” a ser a mais votada na sessão de participação de Santa Maria, São Pedro e Matacães. “O projecto tem duas vertentes: por um lado, continuar a apostar no ensino de primeiros socorros, por outro, criar um gabinete de empregabilidade.” Um gabinete que pretende ser uma “ponte” entre desempregados e empresas, apresentando-lhes “excelentes profissionais que apenas tiveram um pequeno azar na vida”. Com a votação final do OP a decorrer em Março do próximo ano, o futuro parece ser de continuidade. “Criámos dois postos de trabalho em quatro anos e, se tudo correr bem, vamos avançar para um terceiro. As coisas estão bem encaminhadas. A fórmula e os projectos estão criados, podemos é tentar crescer nalgumas áreas. Mas se continuarmos a fazer o que já fazemos, é óptimo.”

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