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BETV vai associar-se à manifestação de 1 de abril.

“O Bloco de Esquerda de Torres Vedras associa-se à manifestação no próximo dia 1 de abril, em várias cidades, como Lisboa, Coimbra e Porto, pelo direito à habitação, que se espera, participada por números recordes de pessoas e na qual, todas e todos temos o dever de participar, pela defesa de um direito básico, para nós, para os nossos filhos e para quem necessita de um teto digno e comportável. Sendo a habitação um direito constitucional, cabe ao Estado a responsabilidade de desenvolver políticas de habitação, solos e equipamentos para combater a especulação e a crise que se vive atualmente, onde Torres Vedras não é exceção.

Os preços elevados de habitação, quer para compra ou arrendamento em Torres Vedras sobem a cada dia. Segundo o Pordata Torres (856) está muito abaixo do rendimento mensal salarial da média da Área Metropolitana de Lisboa (1220), o que favorece a deslocação de famílias com mais poder de compra, causando o aumento de preços, enquanto o poder de compra dos torrienses diminui.

Para além disso, temos uma imigração crescente e fomos dos concelhos portugueses que cresceram em população acima da média nacional no anterior CENSOS. O aumento da procura reflete-se na dificuldade dos nossos jovens em alugar ou adquirir casa e tornou-se no maior problema das famílias e a sua maior despesa mensal.

As famílias de rendimentos mais baixos e os jovens, deixam de ter capacidade para morar onde sempre viveram. Isto levanta também o problema dos apoios ao arrendamento do Programa Porta 65 Jovem, Torres Vedras tem um limite de 475 euros de renda para aceder ao apoio num T1, quando não há casas T1 para arrendar por esse preço, pois rondam o mínimo de 550 a 600 euros.

A Estratégia Local de Habitação de Torres Vedras é insipiente, com um investimento muito aquém do desejado. O Programa 1º direito prevê abranger 116 agregados familiares em seis anos, destinando-se essencialmente a, acudir a algumas das situações mais prementes numa política remediativa. O apoio ao arrendamento previsto para 2023 é de 219 mil euros, quando o orçamento anual autárquico é de quase 74 milhões de euros.

Está ainda previsto em 2023 um estudo estratégico de 725 mil euros para pensar também na candidatura ao PRR, já tardiamente, desconhecendo-se qual a dimensão da aposta da nossa autarquia nesta matéria”.

Comunicado Bloco de Esquerda de Torres Vedras


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Redação
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