Bloco de Esquerda insurge-se contra a transferência dos serviços dos CTT de A dos Cunhados para a Junta de Freguesia
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Para o Bloco de Esquerda a estratégia dos CTT é clara: maximização dos lucros por via da transferência de despesas para o Estado.

O Bloco de Esquerda insurgiu-se no passado mês de setembro contra o encerramento da loja dos CTT de A dos Cunhados, solidarizando-se com o movimento de populares que surgiu e lutou contra o fim de mais este serviço público de proximidade.

Na altura, foi noticiado na imprensa local que o Presidente da União das Freguesias de A dos Cunhados e Maceira, a par com o executivo camarário, teriam há já vários meses conhecimento da intenção dos CTTs de encerrarem esta loja.

Mais tarde, surgiu a informação pelo próprio Presidente da Junta de Freguesia que estariam a decorrer negociações, que o comércio não estaria interessado – embora tivesse sido consultado – em assumir estes serviços por notar a revolta da população e que, eventualmente, seria a Junta de Freguesia a assumi-los como forma de garantir a permanência dos serviços postais junto da população da freguesia.

“Salientamos que em muitos casos, os serviços ao passarem para as Juntas de Freguesia, ficam diminuídos na sua diversidade, sendo garantido apenas o serviço postal e ficando de fora, os serviços financeiros antes prestados pelas lojas CTT, sendo este o grande problema em A-Dos-Cunhados” revela o BE de Torres Vedras em comunicado enviado ao TORRES VEDRAS WEB.

Para o Bloco de Esquerda a estratégia dos CTT é clara: maximização dos lucros por via da transferência de despesas para o Estado.

Inúmeras juntas de freguesia acabam por ficar com estes serviços para garantir que as suas populações possam continuar a usufruir deles, assumindo custos com instalações, água, eletricidade e recebendo dos CTT apenas um valor quase simbólico, mensal, que dará para a contratação de um funcionário a valores que rondarão o salário mínimo nacional.

“Os CTT descem drasticamente os custos de operação, mantendo os preços dos seus serviços para os clientes finais, maximizando os lucros que, neste negócio com o Estado, irão parar ao bolso de “meia dúzia”, lê-se em comunicado.

“O Bloco de Esquerda não esquece a responsabilidade da direita na alienação desta empresa com conivência do PS, que sendo Governo, poderia revertê-la como fez com o Metropolitano de Lisboa e com a TAP e exorta a população a também não esquecer, quando for às urnas”, concluí.

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