publicidade

Broken Parts – De cortar à faca

Exposição de pequenas instalações com objetos vários, símbolos de relações acabadas. Atuam como cenografias com histórias para contar e interrogações para lançar, a partir da memória dos objetos.

O que se faz com um coração partido? Como se desgasta o esqueleto que guardamos no armário? O que fica de uma relação acabada? O que se perdeu com o fim de uma relação? Para onde vai a memória dos dias felizes? E dos infelizes?
Este projeto é inspirado no Museu das Relações Acabadas, de Zagreb, onde as pessoas deixam ficar objetos que aludam à sua anterior relação, deixando também uma pequena legenda relativa a ela.
Em termos plásticos a exposição terá um formato de percurso integrando instalações feitas de objetos recuperados, e alguns deles partidos, que dialogam entre si para abordar as várias questões relativas ao tema ‘separação amorosa’. As instalações e os objetos serão experienciados evocando a memória de relações acabadas e as suas histórias por contar. São objetos com carácter de testemunhas que atuam como cenografias a que um ou dois atores irão dar vida em momentos performativos. Outros ganharão vida apenas pela visita e olhar do espetador como, por exemplo, uma cabine de som forrada a caixas de kleenex onde se ouvem músicas de fazer chorar as pedras da calçada; A gota de água (sim a que faz transbordar o copo), O esqueleto no armário, e outras mais.

Broken Parts pretende explorar o que fica depois de uma relação acabada. Pretende averiguar se as memórias do que foi e do que fica permanecem iguais ou se alteram. Pretende saber se o coração se parte mesmo ou o que se parte afinal. Pretende entender a complementaridade ou o antagonismo dos dois lados da mesma história. Pretende agudizar e ao mesmo tempo suavizar a perda enquanto fenómeno intrinsecamente solitário e ao mesmo tempo coletivo, enquanto ritual de passagem numa vida em permanente mudança, enquanto algo (quase sempre) inevitável a cada ser que vive uma relação amorosa.

Entre o sensível, o terrível e o jocoso, os cacos das nossas relações fracassadas constituirão pedaços de memória dignos de serem vistos e ouvidos, ganhando vida numa exposição interativa.

Vera Alvelos
Licenciada em Ciências Psicológicas pelo ISPA e com formação complementar em artes plásticas e performativas, trabalhou durante cerca de 15 anos na área da mediação cultural na relação entre as artes e a educação, bem como a relação entre as artes plásticas e as performativas, tendo colaborado intensamente com o Centro de Pedagogia e Animação do Centro Cultural de Belém (1999- 2008) e o Sector Educativo do CAM da Fundação Gulbenkian (2003 – 2013) entre várias outras instituições e projetos.
Tem concebido e desenvolvido projetos artísticos e teatrais itinerantes como mediadora, contadora de histórias e encenadora.

Curadoria: Vera Alvelos


Biblioteca Municipal de Torres Vedras2ª: 14h00 às 18h30
3.ª a 6.ª: 10h00 às 18h30
Sáb.: 14h00 às 18h00

Largo Justino Freire Nº 9
2560-636 Torres Vedras

261310460
biblioteca@cm-tvedras.pt

publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.