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O município de Alcobaça quer disponibilizar até 2017 toda a informação sobre a atividade camarária numa plataforma informática que aumente a transparência da gestão, uma iniciativa que propõe que seja replicada pela Comunidade Intermunicipal do Oeste.

“Em 2017 queremos ter disponível na plataforma toda a informação sobre a atividade da câmara, numa perspetiva de demonstrar e garantir total transparência do trabalho desenvolvido pela autarquia”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da câmara, Paulo Inácio.

A plataforma, denominada Observatório Social, foi inaugurada na terça-feira e disponibiliza já cerca de 150 indicadores estatísticos sobre território, demografia, atividade económica, turismo, rede social e instituições concelhias.

O ‘microsite’ inclui ainda uma secção destinada à publicação de estudos, na qual estão já publicados os resultados preliminares de um trabalho desenvolvido pelo gabinete local de apoio à vítima.

“No fundo, a plataforma congrega todos os dados existentes sobre o concelho e o objetivo é que seja de atualização permanente”, sublinhou o presidente, destacando a importância do observatório na “projeção estratégica do futuro do concelho”.

“O rigor estatístico com que trabalhamos os dados recolhidos permite-nos enquadrar a realidade de uma forma fidedigna e sustentável, desmistificando ideias pré-concebidas”, acrescentou, exemplificando com dados como a evolução demográfica positiva do concelho entre 1941 e 2011, a diminuição do desemprego entre 2012 e 2015 ou o saldo positivo de mais de sete milhões de euros da balança comercial registado em dezembro de 2015.

Paulo Inácio quer ver este ‘retrato’ replicado pela OesteCim – Comunidade Intermunicipal do Oeste, à qual vai propor na quinta-feira “a construção de um observatório com os dados dos 12 concelhos da região”.

A ideia “mereceu a recetividade dos colegas [presidentes] e agora vamos apresentar o nosso observatório para que sirva de exemplo a um projeto mais lato a desenvolver pela OesteCim”, explicou.

O autarca admite que isto obrigue até “à contratação de pessoal especializado”, dada a quantidade de dados a tratar.

“É importante que a região aposte também na transparência e no rigor para comunicar os seus ativos e com isso ganhar escala competitiva”, concluiu Paulo Inácio.

A OesteCim integra os municípios de Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

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