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A Câmara de Torres Vedras vai pedir um empréstimo de 3,7 milhões de euros para executar diversos projetos, como a construção do Museu Joaquim Agostinho, informou o executivo na assembleia municipal de quinta-feira à noite.

Segundo informação escrita dada a conhecer aos deputados municipais, as verbas destinam-se a financiar a construção da nova escola básica do Turcifal, do Museu Joaquim Agostinho e de uma ponte integrada na estrada variante a A-dos-Cunhados, bem como a requalificação do parque municipal de jogos de Santa Cruz e do Museu Leonel Trindade e a aquisição de imóveis no centro histórico.

Com um investimento total de 1,1 milhões de euros, a nova escola básica do Turcifal está em fase de elaboração do projeto, devendo o concurso público para a sua construção ser lançado até ao final do primeiro semestre deste ano, disse à agência Lusa Carlos Bernardes.

A criação do Museu Joaquim Agostinho, com obras de adaptação do edifício que o vai albergar e com a aquisição de conteúdos e mobiliário, está estimada em 700 mil euros. O respetivo concurso público para as obras deverá ser lançado em setembro deste ano, sendo agosto de 2017 a data prevista para a sua conclusão.

O espaço pretende homenagear e recordar o ciclista natural do concelho, que foi várias vezes camisola amarela, ao reunir espólio, desde notícias de jornais, conteúdos audiovisuais das provas em que participou, testemunhos e também objetos cedidos pela família, como a bicicleta e as várias camisolas que ganhou.

Segundo o autarca, o município vai investir 600 mil euros na aquisição de imóveis no centro histórico, com o objetivo de lançar até ao final do ano um programa de arrendamento para jovens.

O já existente projeto de requalificação do Parque de Santa Cruz, cuja primeira fase está orçada em 300 mil euros e englobada no empréstimo, prevê a construção de um parque para ‘skate’, de uma zona de desporto informal e a construção de um pavilhão polidesportivo coberto.

Carlos Bernardes adiantou que é expectável que o concurso público para a primeira fase das obras seja lançado antes do verão, para a intervenção se iniciar após a estação. Até 2018, espera ter as várias frentes de obra concluídas.

O empréstimo destina ainda 700 mil euros para a construção da ponte na variante a A-dos-Cunhados e 300 mil euros para a requalificação do Museu Municipal Leonel Trindade.

Como o município veio a receber fundos comunitários já no final do ano de 2015 para as obras do Polis, inauguradas em setembro de 2015, conseguiu liquidar o que faltava pagar de um outro empréstimo que contraiu para essa intervenção.

Por isso, ficou com nova folga financeira para alocar as verbas já pedidas ao banco a novas obras.

O novo empréstimo de 3,7 milhões de euros não aumenta o endividamento municipal, motivo pelo qual o município não precisou de pedir autorização à Assembleia Municipal, que apenas tomou conhecimento da decisão.

Com um orçamento de 41,7 milhões de euros para 2016, o município chegou ao final de 2015 com uma dívida de médio e longo prazo de 16,8 milhões de euros, superior à que existia em 2014 (15,1 milhões). Dos 16,8 milhões, 14,9 milhões são de empréstimos bancários.

A dívida de curto prazo era de oito milhões de euros, menos 4,3 milhões de euros do que no final de 2014.

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