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Na reunião pública do executivo na passada terça-feira, 26 de julho, a proposta de reabilitação no imediato de parte das instalações do antigo hospital Dr. José Maria Antunes Júnior, para alocar serviços do hospital de Torres Vedras, foi apreciada e votada.

A proposta apresentada pelo Movimento Cívico Unidos por Torres Vedras foi chumbada pelo PS, com votos a favor da oposição – Unidos e PSD.

Até à chegada do novo hospital deverá haver uma grande ajuda da parte da autarquia ao atual hospital (…) achamos que existe espaço para recuperação de parte do edifício [antigo hospital Dr. José Maria Antunes Júnior] para que alguns serviços do hospital de Torres Vedras sejam relocalizados para lá, aliviando a pressão existente ao nível das infraestruturas e condições de trabalho“, disse Sérgio Galvão, do Unidos por Torres Vedras.

De acordo com o Unidos, esta transferência de serviços não afeta o protocolo com a Universidade de Medicina da Universidade de Lisboa e o valor previsto em orçamento, que resultou da transição do saldo de gerência, “é suficiente para avançar com o projeto ainda este ano“.

Recorde-se que em dezembro do ano passado, com um orçamento de 300 mil euros, esta hipótese agora apresentada pelo Unidos, tinha sido avançada pela presidente da Câmara, Laura Rodrigues. No entanto, foi rejeitada na última reunião do executivo.

A autarca justificou a alteração de posição numa mudança dos pressupostos, frisando que “o essencial é haver espaços condignos para deslocalizar os serviços“.

Laura Rodrigues explicou que “mesmo que a decisão de um novo hospital seja tomada agora, só daqui a 10 anos é que esse novo hospital estará a funcionar, portanto, se nós vamos deslocalizar serviços do atual hospital, eles ficarão lá por um período de 10 anos, o que entrará em colisão com as propostas que possam começar a ser desenvolvidas no hospital do Barro“, nomeadamente a colocação de uma unidade de saúde familiar académica, possivelmente uma das que funcionam nas instalações do Centro de Saúde, também com problemas de espaço.

Em alternativa, já com o conhecimento do conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), foi encontrado uma espaço no centro da cidade de Torres Vedras “que tem condições para vir a albergar serviços do hospital de Torres Vedras por um período largo de tempo“. Laura Rodrigues acrescentou “existem alternativas, não tem de ser o Barro”.

Sérgio Galvão considerou que “ficaram marcadas as diferenças” entre o movimento e o PS, “que em dezembro apresentou uma proposta, para agora chumbá-la“.

Laura Rodrigues voltou a defender a posição do partido, frisando que “os pressupostos que estavam anteriormente não são os mesmo” e que os serviços do hospital de Torres Vedras não têm de ser deslocados para o Barro, “importa é encontrar alternativas“.

O vereador do PSD, Secundido Oliveira, salientou a importância de iniciar rapidamente a “reabilitação do edifício do Barro” e Duarte Pacheco voltou a defender uma parceria público privada para a construção daquele equipamento.

Novo diretor da Faculdade de Medicina reafirma compromisso para campus na área da saúde 

No primeiro dia após a tomada de posse, 21 de julho, o novo diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Lisboa, João Eurico da Fonseca, deslocou-se a Torres Vedras para conhecer o antigo Hospital Dr. José Maria Antunes, que será reabilitado para dar origem ao Torres Vedras Health Park for Multidisciplinary Care.

A conversão do antigo Hospital do Barro num espaço de referência dedicado à prestação de cuidados assistenciais, à formação de profissionais da saúde, ao ensino e à investigação em Medicina e em outras Ciências Biomédicas resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Torres Vedras e a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, consolidada por via de um memorando de entendimento assinado entre estas duas entidades em 2019.

Após a visita a este conjunto edificado e sua envolvente realizou-se uma reunião, na qual a presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Laura Rodrigues, apresentou o ponto de situação do projeto e as várias diligências já efetuadas junto das tutelas da saúde, ensino superior e dos fundos comunitários.

O novo diretor reiterou o compromisso da Faculdade de Medicina em desenvolver no antigo Hospital Dr. José Maria Antunes um campus vocacionado para as atividades de ensino, assistenciais e de investigação, de índole multidisciplinar e interdisciplinar, nomeadamente ao nível dos cuidados de saúde primários e de reabilitação, e de encontrar potenciais parceiros a envolver neste projeto, nomeadamente nas áreas das ciências da saúde e tecnologias aplicadas à saúde.

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