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Carlos Bernardes, Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, traçou uma análise crítica às condições em que opera a Unidade de Torres Vedras do Centro Hospitalar do Oeste (CHO). O autarca fala na necessidade de “intervenções urgentes” devido a “situações que, de todo, não são as mínimas admissíveis para a prática da actividade de saúde com os níveis de qualidade que nós entendemos que devem existir.” As afirmações foram feitas a propósito da apresentação do Fórum da Saúde, que decorre em Fevereiro sob o tema O Acesso à Saúde: O Estado dos Serviços Públicos. “Estou convicto de que neste Fórum esses dados irão ser trabalhados com mais especificidade, no sentido de encontrarmos soluções e que haja um planeamento.”

 

“De há uns anos a esta parte não tem havido o investimento de um cêntimo naquilo que é o edificado. E portanto não pode ser, face ao estado de degradação em que se encontram muitas das áreas ao dia de hoje. Não podemos admitir isso.” A melhoria de alguns dos serviços do Hospital de Torres Vedras ao nível dos equipamentos e do próprio edificado é uma preocupação do edil, que espera que deste Fórum resulte um documento que expresse as debilidades e as urgências do Sistema Nacional de Saúde. As reivindicações serão entregues ao ministro da tutela e Carlos Bernardes espera “um compromisso por parte do senhor Ministro e do Ministério da Saúde” no sentido de resolver os problemas identificados. “Algumas delas [das acções] é importante que sejam com a urgência que nós entendemos que deverá ser, face àquilo que se está a passar ao dia de hoje.”

Identificar situação a situação, com o objectivo de fazer um diagnóstico mais incisivo do que aquele que existe ao momento, é o que este Fórum se propõe a fazer, reflectindo uma “visão de consciencialização da nossa comunidade de que é importante fazermos algo em prol do nosso Centro Hospitalar e do Hospital de Torres Vedras.” Ana Umbelino, vereadora do desenvolvimento social, não deixou dúvidas. “Fomos eleitos pelos cidadãos para defender os seus direitos e o direito à saúde está previsto na Constituição. Se os cidadãos deste território, em vários contextos, manifestaram a sua insatisfação relativamente àquilo que é o acesso e a qualidade dos serviços de saúde públicos, obviamente que nos cumpre a nós criar um documento que dê voz aos cidadãos e que legitime também a nossa tomada de posição relativamente a estas matérias.”

A recente polémica em torno da Urgência Pediátrica do Hospital de Torres Vedras leva, no entanto, o Presidente da Câmara a garantir que é sempre possível a melhoria dos serviços de saúde, “desde que haja abertura para o diálogo.” Um diálogo entre a Autarquia e o Conselho de Administração do CHO que Carlos Bernardes garante que tem existido. “Só com o diálogo é que conseguimos ultrapassar alguns constrangimentos. Às vezes com mais dureza, outras vezes com menos. Quando há que tomar posições, independentemente do partido que estiver no Governo, estamos cá para defender os interesses dos torrienses.”

 

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