Carlos Neto apresentou em Torres Vedras livro sobre
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Libertem as crianças – a urgência de brincar e ser ativo, livro da autoria de Carlos Neto, foi apresentado no dia 5 de dezembro, no Teatro-Cine de Torres Vedras, no âmbito da iniciativa “Conversas com Pais”.

Trata-se de um livro em que o seu autor apresenta estratégias para se inverter uma situação, que é “potencialmente catastrófica”, para as crianças portuguesas, nos dias que correm. E porquê? Segundo se pode ler nessa publicação, porque “em Portugal, escola e modelo de aprendizagem estão ultrapassados há muito, mas é lá que as crianças passam a maior parte do dia, fechadas dentro das salas de aula. Os períodos de recreio são cada vez mais curtos e os espaços de brincadeira padronizados, aborrecidos e pouco desafiantes. O trajeto casa-escola-casa, que antes era feito a pé juntamente com os colegas, passou a ser feito de carro. Os nossos filhos quase nem têm tempo para brincar, apenas aqueles minutos que se conseguem encaixar na agenda, por entre as inúmeras atividades extracurriculares. (…) Fora da escola, não os deixamos brincar ao ar livre e fechamo-los em casa, numa redoma almofadada dominada pelo poder sedutor e anestesiante dos ecrãs. A rua, que desempenhou um papel determinante nas nossas infâncias e na nossa formação como adultos, tornou-se território proibido para os nossos filhos.(…) É inegável: as nossas crianças brincam e mexem-se cada vez menos. O analfabetismo motor tornou-se um problema gravíssimo. Ao querermos superprotegê-las daquilo que entendemos ser perigoso, estamos a comprometer o seu desenvolvimento e a impedi-las de se tornarem adultos funcionais, tanto em termos físicos, como cognitivos”.

Estas ideias, que se podem ler no livro Libertem as crianças – a urgência de brincar e ser ativo, foram desenvolvidas por Carlos Neto na sessão de apresentação do mesmo realizada no Teatro-Cine de Torres Vedras, onde este professor e investigador afirmou que “a infância só se vive uma vez e há crianças sem infância”, tendo acrescentado que “atualmente as crianças têm vontade de fugir da escola, quando deveria acontecer o contrário”, não obstante os professores fazerem um trabalho “fantástico”. Na sua intervenção, Carlos Neto referiu ainda que o Município de Torres Vedras é atualmente um modelo em termos de política educativa e também ao nível da cidadania, tendo parabenizado o mesmo pelo desenvolvimento de projetos como o “Moving and Learning Outside”, as “Conversas com Pais” e a atividade de enriquecimento curricular “Um Dó Li Tá”.  

Presente na referida sessão de apresentação esteve o presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes, que aproveitou para agradecer à comunidade educativa torriense a sua adesão às medidas implementadas pelo Município para se controlar no concelho de Torres Vedras a pandemia provocada pela doença COVID-19. Carlos Bernardes frisou na ocasião a importância das ideias presentes no livro que estava a ser apresentado, as quais se constituem como um importante contributo para que no futuro tenhamos “homens e mulheres mais saudáveis”, com “estilos de vida diferentes”, inclusivamente “mais próximos da Natureza”.

Também a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Torres Vedras, Laura Rodrigues, marcou presença na apresentação no Teatro-Cine de Torres Vedras do livro Libertem as crianças – a urgência de brincar e ser ativo, tendo recordado que a instituição que representa tem desenvolvido um trabalho contínuo para que Torres Vedras seja cada vez mais um Concelho “amigo das crianças”. Nesse sentido tem havido, segundo Laura Rodrigues, a preocupação de “devolver áreas da Cidade às crianças e às famílias”, bem como de dotar os novos espaços escolares municipais torrienses de amplas áreas ao ar livre para fruição dos alunos, sendo de destacar neste capítulo os projetos-piloto que têm estado a ser desenvolvidos na Escola Básica Padre Francisco Soares e na Escola Básica dos Campelos. Ainda segundo a vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, “o brincar é central para a vida das crianças porque leva-as a aprender a resolver problemas”, sendo, recordou, um direito universalmente consagrado através da Declaração dos Direitos da Criança.

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Redação
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