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Mais de uma centena de foliões torrienses rumaram esta manhã a Lisboa, numa comitiva liderada pelos Reis do Carnaval de Torres Vedras. O Monumento ao Carnaval foi o ponto de encontro para a comitiva carnavalesca, que contou com a presença do Motoclube de Torres Vedras, dos Ministros e Matrafonas, das Lúmbias, das Marias Cachuchas e da Real Confraria do Carnaval de Torres. Aos dois autocarros que partiram da Praça da República juntaram-se largas dezenas de motas do Motoclube. O rufar dos Ribombar e dos Rufinhos, ambos da Escola Padre Vitor Melícias, deu o mote para o início da viagem.

“As figuras estão mudadas, até que enfim afinal, só queremos que nos dêem a Terça de Carnaval” lia-se numa pancarta hasteada por um dos foliões vestidos a rigor e de apito ao peito, acompanhado pelo Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes. Ao objetivo de mostrar o Carnaval de Torres Vedras, alia-se o desejo de manifestar ao atual Governo de António Costa que os torrienses não prescindem da tolerância de ponto na Terça-Feira de Carnaval.

“É um despir de preconceitos” diz uma matrafona durante a viagem de autocarro, de roupa interior vermelha e vestido preto bem decotado. Com banda sonora a preceito – “Ela é amiga da minha mulher, pois é, pois é…” – rumou-se à capital, com a certeza de que o que se tinha para mostrar era único. E assim foi, logo desde a descida dos autocarros, perto da Praça Luís de Camões. Com um dia solarengo como pano de fundo, grupos de turistas juntavam-se para ver passar os Reis, as matrafonas, as girafas, os cabeçudos, os mascarados que desciam as ruas de patins. Tiravam fotografias, riam, pediam beijinhos e brindavam, alegremente, por vezes sem entender o que estava a acontecer, mas deixando-se levar pela energia contagiante de quem por ali desfilava.

Depois das fotos junto a Luís de Camões, os foliões também não pouparam Fernando Pessoa. A estátua do escritor, bastião da baixa lisboeta, foi tomada de assalto por cachecóis, bóias, óculos de sol, e cenário de fotografias com muitos torrienses. Os Armazéns do Chiado viram descer centenas de mascarados e tornou-se difícil passar pela esquina da Rua Garrett com a Rua do Carmo. Suas Altezas não foram poupadas e o habitual aceno real não bastou aos alfacinhas, que pediram beijinhos, abraços e fotografias, e nem à Rainha lhe valeu o real abanico…

Carnaval de Torres Vedras invade a baixa lisboeta

Já perto do Rossio, Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, recebeu de Carlos Bernardes e dos Reis do Carnaval um cabaz com produtos típicos da região e um kit do Carnaval de Torres.

A Praça do Rossio, como é conhecida, viu chegar os foliões torrienses ao som dos batuques a que nos habituamos durante o Carnaval mais português de Portugal, e foi junto à estátua de Dom Pedro IV que o Rei e a Rainha do Carnaval não tiveram mãos a medir para responder às perguntas dos jornalistas. “O que é que leva, todos os anos, a que tantos milhares de pessoas se desloquem até Torres Vedras para o vosso Carnaval?” foi uma das perguntas que se ouviram. Quem assistiu ao que aconteceu nas ruas da capital esta manhã, viu que é algo que vai muito além das máscaras. Uma folia partilhada por todos, numa alegria contagiante que não deixa ninguém indiferente e que faz com que uma cidade deseje, durante todo o ano, o início desta festa.

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