publicidade

O Carnaval de Torres Vedras conta, entre 05 e 10 de fevereiro, com o maior orçamento dos últimos seis anos e inaugura no sábado o monumento que inicia as festividades, alusivas este ano ao tema “figuras e figurões”.

António Esteveira, presidente da empresa municipal Promotorres, responsável pela organização do evento, disse hoje à agência Lusa que se prevê para este ano um orçamento de 600 mil euros, o maior dos últimos seis anos e equiparável ao de 2009.

“Aumentámos o investimento porque quatro dos 12 cabeçudos [enormes bonecos que dançam ao som dos bombos] vão ser novos, assim como encomendámos novos carros para os reis e para o Tocandar – grupo que anima o corso semelhante ao Trio Elétrico no Carnaval brasileiro – por razões de segurança e porque os anteriores já tinham 06 e mais de 10 anos, respetivamente”, justificou.

Com 32 metros de altura, o monumento que marca o início dos festejos é inaugurado no sábado, no centro da cidade, numa festa que junta centenas de mascarados e os tradicionais cabeçudos, acompanhados pelo som dos bombos.

Aludindo ao tema, retrata a gala “Figurinhas de Oiro”, onde são eleitas as maiores figuras do ano, motivo pelo qual ‘marcam presença’ o ex-primeiro-ministro José Sócrates, o futebolista Cristiano Ronaldo, o presidente e treinador do Sporting, Bruno de Carvalho e Jorge Jesus, o Presidente da República, Cavaco Silva, e figuras do “jet set falido”.

Na passadeira vermelha desfilam de braços dados o ex-primeiro-ministro e ex-vice-primeiro -ministro Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro francês, François Hollande e o Presidente da República francês, Nicolas Sarkozy, enquanto o ex-presidente da Câmara de Torres Vedras e atual secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, assiste no camarote ao lado do primeiro-ministro António Costa.

O Carnaval de Torres, que em 2015 teve 350 mil visitantes em quatro dias, mantém os habituais corsos diurnos e noturnos, em que desfilam oito carros alegóricos, conhecidos pela sátira político-social, e milhares de foliões mascarados, muitos dos quais disfarçados de matrafonas (homens mascarados de mulheres), como é típico no concelho.

António Esteveira adiantou que, para o concurso de grupos de mascarados, estão até agora inscritos 2.500 participantes, aos quais se juntam 8500 crianças do corso escolar – no primeiro dia do evento – e milhares de mascarados espontâneos.

Os corsos diurnos de domingo e de terça-feira e os noturnos de sábado e segunda-feira são pagos, custando a entrada cinco euros. O livre-trânsito para todos os dias custa 10 euros. Os preços não sobem desde 2008.

Depois dos corsos, a animação continua madrugada fora nos bares e em vários recintos ao ar livre da cidade.

A organização pretende avançar com uma candidatura a património imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) por considerar este o Carnaval “mais português de Portugal”, intenção anunciada em 2014.

Para o efeito, o município está a ultimar o dossiê de candidatura primeiro a património imaterial nacional, para, caso seja validado, ser sujeito à Unesco pelas entidades nacionais, numa candidatura liderada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pela comissão nacional da Unesco.

Segundo um estudo económico, realizado nas últimas duas edições, durante os quatro dias o Carnaval gera receitas de 10 milhões de euros na economia local, que aumenta as suas vendas em 30%.

publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.