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Página de Instagram denunciou situação “insustentável” no Centro Hospitalar do Oeste.

No Centro Hospitalar do Oeste, particularmente nos serviços de urgência dos Hospitais de Torres Vedras e Caldas da Rainha, vive-se uma situação insustentável. Equipas reduzidas para lá dos mínimos, profissionais de saúde em ‘burnout’ e doentes em risco são as palavras de ordem“, é assim que começa a publicação de Instagram que tem sido amplamente partilhas nas redes sociais.

O texto é da página de Instagram “Pérolas das Urgências” e pretender denunciar a situação “insustentável” vivida no Centro Hospitalar do Oeste.

A publicação expõe a forma como os doentes são recebidos nas urgência da unidade de Torres Vedras e da unidade de Caldas da Rainha, alegando que “um internista chega a ter 90 doentes a seu cargo na urgência” e “os doentes passam dias a fio deitados em macas, à espera de vagas de internamento que não surgem“. 

As condições prestadas aos médicos por parte da administração são também evidenciadas no texto que já conta com mais de quatro mil gostos.

“Os médicos são frequentemente coagidos a fazer 24 horas seguidas de urgência, sem pausas para descanso. Alguns foram até obrigados a fazer 36 horas seguidas, sob o pretexto de que não podem abandonar a urgência. Isto não só é mentira como é mais um exemplo da pressão psicológica a que os profissionais são sujeitos diariamente, de forma a abdicar dos seus direitos básicos”.

A página de Instagram denuncia ainda, no mesmo texto, o facto dos “enfermeiros da urgência têm agora dezenas de doentes acamados, dependentes, a quem é preciso prestar cuidados de higiene, mudar pensos, colher análises e administrar terapêutica, isto a juntar à habitual actividade normal da urgência“.

No texto é ainda tornado público o facto do Centro Hospitalar do Oeste recorrer “com frequência a empresas de prestação de serviços“, tendo este mês oferecido “honorários de 90 euros por hora e, ainda assim, são poucos os médicos tarefeiros que aceitam trabalhar naquelas condições e os turnos ficam, geralmente, por preencher“.

“A situação no Centro Hospitalar do Oeste é o reflexo da degradação das condições de trabalho no SNS nos últimos anos. É o reflexo de políticas de ataque aos profissionais de saúde, a quem são oferecidas condições de trabalho cada vez mais precárias, traduzidas por remunerações baixas, recursos materiais desgastados, espaços físicos insuficientes, inseridos num sistema de saúde cada vez mais centrado na urgência”.

Estas políticas levam à saída em massa de profissionais do SNS para o privaducho, ou até mesmo para o estrangeiro, deixando os poucos “resilientes” que ainda se aguentam cada vez mais assoberbados e próximos do “burn-out”“, terminam.

Recorde-se que este fim de semana, a urgência pediátrica de Torres Vedras estava e encaminhar os doentes para a Unidade de Caldas da Rainha e que os chefes de urgência de Caldas da Rainha pediram a demissão.

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