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O vice-ministro da Agricultura chinês, Bi Meijia, deu hoje “as boas vindas” aos produtos de carne suína e fruta portuguesas e adiantou que vai celebrar um memorando de entendimento com Portugal na área da agricultura.

Bi Meijia, que esteve hoje em Mafra e Torres Vedras, acompanhado pelo ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, falava aos jornalistas após visitar a fábrica da Sicasal (que produz carne de porco e produtos transformados, como fiambre, salsichas e chouriço) com o objetivo de abrir o mercado chinês à exportação de pera-rocha e carne de porco.

A abertura deste mercado começou a ser trabalhada há dois anos e falta ainda completar o processo de aprovação e licenciamento por parte das autoridades sanitárias chinesas, entidades que funcionam de forma autónoma face ao ministério da Agricultura, como explicou o governante chinês.

“Não posso falar em concreto sobre os processos que estão pendentes porque são duas entidades separadas”, disse Bi Meijia, acrescentando que a reunião que manteve esta manhã com o ministro da Agricultura português foi “muito positiva”.

Capoulas Santos esclareceu que Portugal já enviou os pedidos de esclarecimento das autoridades chinesas e mostrou-se otimista quanto ao desbloqueio do processo negocial para dois setores “muito importantes para a exportação portuguesa” como a fruta e a carne de porco.

“É [um mercado] muito importante para os agricultores e para os consumidores e que tem um enorme potencial de crescimento”, sublinhou Capoulas Santos, adiantando que existem “todas as condições para aprofundar a relação entre os dois países” e que já recebeu também um convite para visitar a China.

Durante a tarde, a delegação chinesa ainda visitou o pomar da Quinta do Arneiro e a empresa Luís Vicente, que comercializa mais de 50 mil toneladas de fruta em todo o mundo.

A China ocupa a 13.ª posição em termos de exportações portuguesas de produtos florestais e agroindustriais e a 12.ª em termos de importação (média de 2011 a 2015), num total de 100 milhões e 126 milhões de euros, respetivamente.

O Ministério da Agricultura prevê que as trocas comerciais entre os dois países vão aumentar nos próximos anos e aponta entre os setores com mais potencial o das frutas e legumes, azeite, tomate processado, conservas e congelados de peixe, bacalhau e marisco, produtos lácteos, sumos, produtos de carne, pão e produtos de pastelaria, massas, cereais e arroz, águas minerais, refrigerantes, cerveja e vinho.

Em 2015, o vinho e outras bebidas foram a principal exportação do setor agroalimentar para a China (17%), seguindo-se as conservas e pescado (15%) e as frutas, vegetais e flores (13%).

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