A greve dos trabalhadores subcontratados do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) arrancou à meia-noite nos hospitais de Torres Vedras, Peniche e Caldas da Rainha. A paralisação foi total no turno da noite, quer na unidade das Caldas quer na de Peniche. Os números são avançados por Leonilde Rasteiro, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro, que explica não haver feedback da unidade de saúde torreense. “Sabemos que houve paralisação mas pensamos que não foi a 100% porque houve desmobilização por parte da administração. Segundo o que os trabalhadores que chegaram nos disseram, houve alguma forma de pressão psicológica” avança a sindicalista.

Se na unidade de Torres Vedras há “bastante medo dos trabalhadores de ficarem sem o seu trabalho”, certo é que a paralisação continua, mas sem números. Nas outras unidades, o Sindicato garante que o protesto prossegue com uma adesão de 100%. Segundo o que o Torres Vedras Web conseguiu apurar, o Conselho de Administração esteve em reunião durante esta manhã, de modo a avaliar o impacto da paralisação na prestação dos serviços. Em nota enviada à comunicação social, o CHO remete para as declarações de ontem de Adalberto Campos Fernandes, Ministro da Saúde, e garante que “tudo fará para assegurar os cuidados de saúde aos doentes que  recorrem a este Centro Hospitalar.”

CHOeste: Greve dos precários com 100% de adesão nas Caldas e em Peniche
Os trabalhadores em concentração junto à Unidade das Caldas da Rainha.

“Os trabalhadores continuam firmes à porta do Hospital das Caldas, vieram alguns trabalhadores de Torres e outros de Peniche.” Uma das principais reivindicações prende-se com o regresso às 35 horas semanais, uma vez que o aumento do período normal de trabalho na função pública cessou em Julho. “Os trabalhadores em precariedade tiveram uma adenda ao seu contrato para as 40, porque os trabalhadores em funções públicas entraram a fazer as 40 horas” explica o Sindicato. “Neste momento a adenda já devia ter caído por terra e ainda não caiu.” Em causa está ainda a garantia do gozo de férias de 10 dias úteis consecutivos e o pagamento por serviços mínimos em greve que se encontra em atraso.

“Estão dispostos a lutar até que tenham algumas garantias por escrito de que vai haver alterações” garante Leonilde Rasteiro. “Porque esta situação de precariedade já dura há demasiado tempo.” Depois de o Conselho de Administração do CHO ter reconhecido a situação destes trabalhadores, afirmando que se encontra a trabalhar com a tutela para que haja uma “abertura de concursos urgentes”, ontem foi a vez do Ministro da Saúde considerar a situação “lamentável” e anunciar a passagem da unidade a Entidade Pública Empresarial (EPE) já no início do ano. “Neste momento não é o suficiente porque não há nenhuma garantia de que isso venha a acontecer” alerta a sindicalista. “Portanto esta luta faz todo o sentido e é de toda a justiça que, no mínimo, a reposição do horário laboral, o pagamento do que está em atraso e as férias possam ficar por escrito.” E assegura. “Enquanto não houver essa garantia a greve não terminará.”

 

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