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Torres Vedras é uma cidade portuguesa no Distrito de Lisboa, região Centro e sub-região do Oeste, com cerca de 24 600 habitantes.

É sede do maior município do Distrito de Lisboa com 405,89 km² de área e 79 465 habitantes (2011), subdividido em 13 freguesias. O município é limitado a norte pelo município da Lourinhã, a nordeste pelo Cadaval, a leste por Alenquer, a sul por Sobral de Monte Agraço e Mafra e a oeste tem litoral no oceano Atlântico. Torres Vedras foi elevada à categoria de cidade a 2 de Março de 1979. Dista cerca de 41 km a noroeste de Lisboa.

Desde a reorganização administrativa de 2012/2013, o concelho de Torres Vedras é composto por 13 freguesias.

Freguesias do concelho de Torres Vedras:

  • A dos Cunhados e Maceira
  • Campelos e Outeiro da Cabeça
  • Carvoeira e Carmões
  • Dois Portos e Runa
  • Freiria
  • Maxial e Monte Redondo
  • Ponte do Rol
  • Ramalhal
  • São Pedro da Cadeira
  • Torres Vedras e Matacães
  • Silveira
  • Turcifal
  • Ventosa

História de Torres Vedras

Pouco ou nada se sabe sobre as épocas anteriores à conquista Cristã, no entanto existem diversos vestigios dos povos que foram povoando aquilo que hoje é o Concelho de Torres Vedras.

Sabe-se que esta região é povoada desde a pré-história. Oliveira Freire afirma que a povoação foi fundada pelos Turdulos e Galo-Celtas no ano 38 A.C., não existindo no entanto qualquer prova deste facto.

Os vestigios mais antigos conhecidos no que é hoje a Cidade, são de origem romana, encontrados no castelo, no Mercado Municipal ou na ermida de S. João Baptista, de entre outros locais.

Dos Godos, não há qualquer vestigio (referindo Carvalho que estes chamariam à cidade “Turres Veteres”) e dos Árabes apenas a memória oral de lendas e possiveis mesquitas.

Em 1148 (segundo a tradição a 15 de Agosto), D.Afonso Henriques conquistou o castelo aos Árabes, mandando reconstruir e povoar a então Vila, dando-lhe, em 1190, carta de previlégios que serviu de foral até 15 de Agosto de 1250, quando D. Afonso III, em Évora, lhe deu Foral.

Segundo Duarte Galvão, na sua Crónica de D.Afonso Henriques, em 1184, após o falhado cerco a Santarém, exercitos Árabes vieram pôr cerco a Torres Vedras, tendo-o levantado 11 dias depois, sem qualquer sucesso.

Durante a crise de 1383/85, o então Mestre de Aviz, cercou novamente as muralhas da vila, não tendo no entanto conseguido conquistar a praça.

Por alvará de D. João I, datado de 7 de novembro de 1423, Torres Vedras e Alenquer passam a pertencer ao Termo de Lisboa.

D. Manuel deu-lhe Foral novo, datado de Santarém em 1 de Junho de 1510.

Em 1533 D. João III elevou Torres Vedras à categoria de Cabeça de Comarca.

No séc. XIX, com as invasões francesas, são construídas as Linhas de Torres, linhas que cercavam a capital, Lisboa, a fim da a defenderem do inimigo.

No entanto, não será nesta época que Torres Vedras viverá a guerra mas sim aquando das guerras entre Liberais e Absolutistas. Nos dias 19 e 20 de Dezembro de 1846 foi esta localidade ocupada por tropas constitucionais, comandades pelo Conde de Bomfim. Na noite de 21 para 22 foi a vez de chegar junto a Torres Vedras as tropas comandades pelo Marechal Saldanha. A batalha de tomada de Torres Vedras deu-se nos dias 22 e 23, terminando com a rendição do Conde de Bomfim.

A 21 de Agosto de 1908, por ocasião do centenário das invasões francesas, D. Manuel II é o ultimo monarca a visitar Torres Vedras.

A 3 de Fevereiro de 1979, cumpre-se uma grande aspiração da população torreense com a elevação de Torres Vedras a Cidade.

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