Circolando traz
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O grande silêncio do corpo, a fonte onde a energia pura cria o movimento da dança. Que imagens, que paisagens podemos criar que reflitam este misterioso lugar?

A peça Raio X, da companhia Circolando, sobe ao palco do Teatro-Cine de Torres Vedras no dia 8 de fevereiro, sexta-feira, às 21h30, com a companhia portuense a prometer um espetáculo que cruza dança e filosofia.

Os raios X (descobertos em 1895 por Wilhelm Röntgen) trazem a inquietação metafísica de ver o interior dos corpos materiais, poder observar o interior das coisas vivas, penetrar a matéria e perceber as coisas a partir do seu centro mais íntimo e vital.

É este o repto que a Circolando quer tomar e, um pouco em contraciclo às suas últimas criações, indagar sobre os territórios do etéreo e da leveza. O espaço “dos ecos da luz”, “dos brancos intersticiais”, “da ressonância do visível”. Geografias imaginárias que se adaptam bem ao que mais nos seduz nas radiografias: a cor, a luz, o tempo, a dissolução dos corpos materiais. A doença e a vertigem da morte são postos de lado e embarca-se numa expedição.

“A visão do Grande Vazio faz perder o pé”. O grande silêncio do corpo, a fonte onde a energia pura cria o movimento da dança. Que imagens, que paisagens podemos criar que reflitam este misterioso lugar?

É desta forma que se pretende prosseguir com a reflexão sobre as formas de sensibilidade e lucidez próprias da criação artística. Um convite para a aventura em torno de um diálogo a cru com a filosofia. José Gil e María Zambrano estão entre os autores a visitar.

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