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Espera-se que a “obra seja efetivamente concluída até 31 de dezembro de 2023”.

Esta quinta-feira à tarde, dia 15 de dezembro, a Comissão de Defesa da Linha do Oeste concentra-se frente ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação, em Lisboa, para exigir ao Governo a conclusão das obras de modernização da via até ao final de 2023.

O protesto da Comissão de Defesa Para a Linha do Oeste (CDPLO) iniciou-se esta manhã, simbolicamente, com uma viagem de comboio entre Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, e Entrecampos, em Lisboa, de onde os responsáveis pela comissão partem para uma concentração junto ao Ministério das Infraestruturas, com o objetivo de entregar ao ministro Pedro Nuno Santos um memorando sobre as obras de modernização e eletrificação da Linha do Oeste.

O objetivo é pedir ao ministro, a quem solicitaram uma reunião, que assuma “um compromisso muito concreto de que vão ser ultrapassadas as dificuldades que, porventura, existam neste momento e que a obra seja efetivamente concluída até 31 de dezembro de 2023”, disse à agência Lusa o porta-voz da comissão, José Rui Raposo.

No documento que pretendem entregar ao governante, a CDPLO lembra que as obras de modernização da linha no troço entre Meleças e Caldas da Rainha “deveriam ter ocorrido entre dezembro de 2017 e junho de 2020” e, no troço entre Meleças e Torres Vedras, fruto de interrupções relacionadas com a mudança do consórcio responsável pelas empreitada, apenas “30% dos trabalhos estavam executados até março deste ano”.

De acordo com a calendarização divulgada pela Infraestruturas de Portugal e pelo Ministério da Infraestruturas, “as obras relativas à totalidade deste projeto terão que ficar concluídas até 31 de dezembro de 2023, data limite para que não se perca o financiamento comunitário com que se conta para a sua execução”, refere a CDPLO no memorando.

À Lusa, José Rui Raposo explicou que, além dos fundos comunitários, está em causa a relevância da obra que “é estrutural para a região do Oeste, mas é também estrutural para os três distritos [Lisboa, Leiria e Coimbra] que são diretamente influenciados pela obra, e muito em particular para o concelhos que são atravessados pela Linha do Oeste”.

Para a comissão a obra ganha ainda “importância acrescida no quadro da futura ligação, em Leiria, à linha de Alta Velocidade” e com a proposta de “bifurcação da Linha do Oeste, na Malveira, para a zona oriental de Lisboa”, cenários que, para José Rui Raposo, “podem representar que a linha ferroviária passa a competir com o transporte rodoviário”.

Desta forma, a comissão entende que “não se podem verificar novos atrasos”, exigindo hoje ao Governo que “assuma estas obras como elemento indispensável de um projeto estruturante, com influência regional, mas também nacional, no plano de transporte de passageiros e mercadorias”, lê-se no memorando.

O projeto de modernização da Linha do Oeste (Sintra/Figueira da Foz) está dividido em duas empreitadas, sendo a primeira a de eletrificação e modernização do troço entre Mira Sintra-Meleças (Sintra) e Torres Vedras, num investimento de 61,7 milhões de euros.

A segunda consiste na modernização e eletrificação do troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, orçada em 40 milhões de euros.

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