Comunicado do Bloco de esquerda sobre remoção de árvores na Praça da Batata
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COMUNICADO OFICIAL DO BLOCO DE ESQUERDA DE TORRES VEDRAS SOBRE A REMOÇÃO DAS ÁRVORES NA PRAÇA DA BATATA

O Bloco de Esquerda de Torres Vedras indigna-se perante a remoção radical das árvores da Praça Machado Santos (Praça da Batata) cujos canteiros foram substituídos por cimento na passada sexta-feira, dia 26 de Janeiro de 2018.
Deste modo e através de um só golpe, a Câmara Municipal resolveu transformar uma praça ainda com alguma vida (árvores, gatos, pássaros) num espaço vazio entre prédios em ruínas.
O Bloco conclui que a devastação infligida ao património arbóreo na cidade de Torres Vedras e extensível a todo o concelho, é aplicada pela antiga e profunda ignorância e irresponsabilidade das designadas “podas camarárias” (podas radicais ou rolagem).
Apesar de ser um tema há muito trazido para o debate público pelo Bloco de Esquerda em Torres Vedras, a política florestal da CMTV representa um desrespeito absoluto pelas árvores e pelos munícipes, como, por exemplo, se verificou no que foi feito às árvores no Paúl, designadamente em 2011 e 2016.
antes praça batata
O facto do referido “Diagnóstico Fitossanitário” mencionado pela CMTV – em comunicado publicado no website do município a menos de 24h da remoção das seis árvores (da espécie Robinia Pseudoacacia) – revelar que as árvores estavam debilitadas, tal não significa que devam ser automática e levianamente removidas.
O Bloco de Esquerda exige, para além do fim imediato das podas radicais em árvores ornamentais (urbanas), a procura de medidas alternativas que possibilitem a recuperação do tratamento de árvores, designadamente através da “dendrocirurgia”, técnica especializada em estabilizar e recuperar árvores muito danificadas a fim de se estagnar e estimular a recuperação dos danos.
No caso concreto das árvores arrancadas à Praça da Batata, para além da falta de cuidado com a qualidade do exíguo terreno onde estavam plantadas nunca os serviços sequer as regaram com água.
Tudo poderia ser sido evitado se a CMTV tivesse a nobre ideia de ter no seu gabinete florestal uma equipa de técnicos cuidadores de árvores, um diagnóstico e um mapeamento das árvores danificadas. Neste aspecto o BE já tomou há alguns meses a iniciativa de organizar um mapeamento de árvores danificadas em Torres Vedras, aberto a todos os cidadãos e disponível num grupo público do Facebook intitulado por “Mapeamento de árvores danificadas e tratamento, em Torres Vedras” (https://www.facebook.com/groups/2007130399517683/).
Sem uma mudança de política ambiental e sem a inclusão democrática dos cidadãos na defesa dos espaços verdes e do ambiente, continuaremos a não ter uma cidade, cidadania e consciência ecológica dignas do século XXI.
É importante referir que o comunicado da Câmara Municipal de Torres Vedras:
• não menciona a empresa que fez o estudo que indicou que as árvores fossem removidas;
• não disponibiliza o relatório para consulta popular;
• não apura as responsabilidades pelo facto das árvores terem chegado àquele estado;
• não revela quais as alternativas que podiam ter sido tomadas nos últimos anos para que não existisse esta medida drástica na Praça da Batata que contribui para a destruição do património arbóreo do concelho.
A Câmara Municipal refere que serão plantadas 12 árvores nos espaços verdes de Torres Vedras e o Bloco de Esquerda exige as seguintes respostas: onde, quando e quais as espécies a plantar e qual a sua origem, e se chegarão já amputadas, à semelhança das árvores novas no Pátio Alfazema e Choupal, algumas delas transplantadas já mortas, e a maioria estrangulada por braçadeiras, considerando que a resposta a estas questões devem ser feitas a curto prazo pela dignificação do ambiente e dos espaços verdes da cidade.
Por fim, e dado ao insólito ocorrido na Praça da Batata o Bloco exige que a CMTV comunique o plano futuro para a Praça da Batata que se encontra neste momento com os “canteiros” acimentados.
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