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Sabia que a comunidade cigana é originária da Índia? Ou que um indivíduo cigano está um ano sem comer carne depois de enviuvar? Ou que um homem cigano que perde a sua esposa deixa crescer a barba para o resto da vida?

Estas e outras questões foram abordadas na formação sobre “História e Cultura Cigana” (dinamizada por elementos de etnia cigana pertencentes à Associação Letras Nómadas e à Associação para o Desenvolvimento das Mulheres Ciganas em Portugal) apresentada no workshop “Viver o Romed”, o qual decorreu nos dias 24 e 25 de novembro, no auditório do Edifício Multisserviços da Câmara Municipal.

Neste workshop foi também apresentado um estudo de diagnóstico sobre a população cigana residente no concelho que revelou, por exemplo, que a comunidade cigana local é constituída por cerca de 350 indivíduos, sendo 54% do sexo masculino, bem como que a maioria desta população nasceu no concelho (50%) e 33% da mesma tem entre 16 e 24 anos, 18,9% entre 25 e 34 anos e 18,9% entre os 34 e os 44 anos.

Já no segundo dia do workshop foram apresentadas boas práticas/metodologias de trabalho e realizados e apresentados trabalhos de grupo sobre várias temáticas, nomeadamente “Saúde nas Comunidades Ciganas”, “Educação, Formação e Emprego nas Comunidades Ciganas” e “Direitos, Deveres, Participação Cívica e Espiritualidade nas Comunidades Ciganas”.

De referir que esta atividade contou com a participação de representantes de vários municípios do país, para além da de responsáveis ligados à integração e participação das comunidades ciganas, nomeadamente Berrill Baranyai / Carlos Nobre (Alto Comissariado para as Migrações), Bruno Gonçalves (Delegado Nacional do Projeto Romed), Olga Mariano e Luís Romão (formadores do Conselho da Europa).

Ainda no decorrer desta iniciativa esteve patente no átrio do Edifício Multisserviços da Câmara Municipal uma exposição fotográfica intitulada “Viver Romed”, alusiva ao primeiro ano de implementação deste programa em Portugal, no qual se integrou o workshop.

Recorde-se que o programa Romed2 tem como objetivo principal assegurar a equidade da mediação entre as comunidades ciganas e as instituições públicas, promovendo a mudança mediante a participação democrática da população. Este programa promovido pelo Conselho da Europa está atualmente a ser levado a cabo em dez países europeus (Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Grécia, Hungria, Itália, Portugal, Eslováquia, Macedónia e Roménia), sendo que em cada um destes países foram selecionados, em média, cinco a seis municípios para a respetiva implementação. Torres Vedras é atualmente uma das autarquias portuguesa a dinamizar o programa, a par de Beja, Coimbra, Abrantes, Figueira da Foz, Barcelos, Seixal, Elvas e Moura.

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