430 unidades de bens alimentares foram angariadas pela comunidade cigana torriense e oferecidos ao Centro Social e Paroquial de Torres Vedras.

O respetivo ato de entrega aconteceu no dia 26 de maio, nas instalações desta instituição de apoio social.

A iniciativa foi levada a cabo pelo Gabinete de Apoio Comunitário (GAC) de Torres Vedras afeto ao programa Romed2 em parceria com a Igreja Evangélica Filadélfia de Torres Vedras (sediada no Bairro da Boavista-Olheiros), tendo a respetiva recolha sido efetuada junto de inúmeras famílias de etnia cigana durante aproximadamente um mês. A instituição escolhida por esse grupo para entrega dos alimentos recolhidos foi o Centro Social e Paroquial de Torres Vedras pela sua intervenção com diferentes públicos-alvo (crianças, jovens, adultos e seniores).

Recorde-se que o programa Romed2 tem como objetivo principal assegurar a equidade da mediação entre as comunidades ciganas e as instituições públicas, promovendo a mudança mediante a participação democrática da população. Este programa promovido pelo Conselho da Europa está atualmente a ser levado a cabo em dez países europeus (Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Grécia, Hungria, Itália, Portugal, Eslováquia, Macedónia e Roménia), sendo que em cada um destes países foram selecionados, em média, cinco a seis municípios para a respetiva implementação. O Município de Torres Vedras é atualmente uma das autarquias portuguesa a dinamizar o programa Romed2, a par de Beja, Coimbra, Abrantes, Figueira da Foz, Barcelos, Seixal, Elvas e Moura.

No âmbito deste programa são formados grupos de ação local, sendo o de Torres Vedras composto atualmente por 15 cidadãos da comunidade cigana torriense (10 homens e 5 mulheres, entre os 16 e os 40 anos).

Os elementos destes grupos são mobilizados para a participação cívica e o diálogo com as instituições públicas, envolvendo-se progressivamente no processo democrático do seu concelho, o que se traduz na possibilidade de transmitirem, de forma organizada, as prioridades a que consideram mais urgente dar resposta, tendo em conta os meios à disposição das autoridades locais, assim como os seus direitos e deveres como cidadãos.

O GAC de Torres Vedras, por meio do investimento pessoal dos cidadãos que o integram e pelo indispensável empenho e capacidade de resposta de instituições públicas (nomeadamente da Câmara Municipal), tem promovido a criação de contextos de partilha e conduzido à melhoria das relações entre as comunidades ciganas e a comunidade maioritária.

No referido ato de entrega de alimentos, a vereadora da área social da Câmara Municipal, Ana Umbelino, frisou a importância do mesmo na destruição de estereótipos relacionados com a falta de abertura da comunidade cigana.

Já Feliciano Perulas, pastor da Igreja Evangélica Filadélfia e líder da atividade, anunciou que ainda para este ano prevê-se a realização de uma outra iniciativa semelhante.

Por seu lado, Joaquim Cruz, responsável do Centro Social e Paroquial de Torres Vedras, referiu a importância do ecumenismo e do trabalho comum das várias igrejas cristãs em prol do Bem.

Neste ato, que foi seguido de uma visita às instalações do Centro Social e Paroquial de Torres Vedras, estiveram também presentes Bruno Gonçalves (Delegado Nacional do Projeto Romed) e Olga Mariano (presidente da Associação Letras Nómadas).

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