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O secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, defendeu hoje uma “maior proximidade” na promoção turística e considerou que as Comunidades Intermunicipais (CIM) podem contribuir para uma melhor divulgação dos produtos de cada região.

“Há que encontrar outras soluções, de maior proximidade, em termos promocionais, e para isso acho que as CIM podem e devem ser esse tipo de resposta”, afirmou à Lusa Carlos Miguel, no decurso da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).

O ex-presidente da Câmara de Torres Vedras, que falava no âmbito da presentação do novo mapa regional do Turismo do Centro de Portugal, considerou que se as CIM estiverem mais vocacionadas para o turismo poderá existir “uma melhor rentabilidade do esforço” da promoção turística.

“O modelo [das atuais entidades regionais] funciona, mas para continuarem a funcionar devem evoluir naturalmente, e também não se pode olhar para as regiões de turismo de uma forma uniforme”, salientou.

O governante destacou, como exemplo, o esforço desenvolvido pela atual entidade regional de turismo do Centro, que “ocupa um terço do território, um terço dos municípios e [tem] não sei quantos mil produtos para vender”.

“Pegando no Oeste, cá em baixo, não tem nada a ver com a Serra da Estrela, que está no meio, isso é bom para a região, mas são produtos distintos para a venda”, frisou Carlos Miguel, acrescentando que a promoção “pode ser desenvolvida com uma atuação mais forte das CIM e até com uma interligação entre CIM”.

Para o secretário de Estado, na promoção turística da região “as CIM entendem-se e sabem qual é a altura de vender a onda, qual é a altura de vender a sombra da serra, ou o queijo ou o património”.

“Se há área de negócio para os municípios, se há área do município que é consensual, em que facilmente se chegará a consensos em termos intermunicipais, é o turismo”, sublinhou o ex-líder da CIM do Oeste, na apresentação do novo mapa do turismo da região Centro.

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, explicou que, na atividade desenvolvida nos últimos dois anos, tem sido dada “particular relevância ao território”.

“É muito importante que numa região tão vasta, como o Centro de Portugal, que tem 100 municípios, que nós tivéssemos uma atenção muito particular para o território”, frisou o responsável, vincando que os meios financeiros estão a ser utilizados em “estratégias integradas para a coesão do território”.

Nesse sentido, Pedro Machado realçou que foi possível, em termos de resultados de 2015, “consolidar 10% do crescimento, comparativamente com o período homólogo em 2014”, e “acrescentar 15% do volume de receitas” da atividade turística para o Centro de Portugal.

A valorização traduziu-se em “mais de 203 milhões de euros de receitas diretas em cerca de quatro milhões de dormidas”, apontou o dirigente da entidade regional.

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, Ana Abrunhosa, reconheceu o papel dos municípios na valorização da promoção turística da região.

Na BTL, o Centro de Portugal apresentou, além do novo mapa regional, as novas brochuras genérica, com as “emoções” da região, e “Short Break”, com a oferta dos equipamentos e unidades disponíveis.

O “stand” da região pretende proporcionar “viagens emocionais” aos visitantes, com a participação das oito comunidades intermunicipais (Aveiro, Coimbra, Leiria, Viseu, Dão e Lafões, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Médio Tejo e Oeste).

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