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A Câmara de Torres Vedras aprovou, esta terça-feira, o orçamento de 73,7 milhões de euros para o próximo ano. São seis milhões de euros acima do de 2022.

Esta terça-feira, dia 29 de novembro, realizou-se uma conferência de imprensa do PSD, na Câmara Municipal de Torres Vedras, com presença dos vereadores Duarte Pacheco e Secundino Oliveira, onde foi abordado o orçamento autárquico para 2023.

O PSD manifestou-se contra o orçamento da Câmara por “falta de visão estratégica”, considerando que se limita a executar projetos do passado, e a ausência de obras estruturantes, como seria o prolongamento a Santa Cruz da ligação da A8/Palhagueiras, explicou Duarte Pacheco.

O social-democrata defendeu que, num ano difícil para as famílias e em que a autarquia prevê um acréscimo de receita de 2,8 milhões de euros, “a câmara não responde à crise social”, quando “tinha margem” para baixar mais os impostos.

Não basta pensar que é o estado central que tem responsabilidades para ajudar as pessoas. Uma autarquia que tem 80 milhões de euros de orçamento direto, tem o dever também de pensar nas famílias. Por isso, propusemos que se pudesse ser devolvido mais dinheiro às pessoas, nomeadamente através do IMI. Essa proposta, na semana passada, foi recusada, dizendo que o Município não comportava uma redução suplementar de impostos face àquela que o próprio PS, com o apoio dos UNIDOS, aprovou. Hoje, o orçamento diz-nos que a Câmara pretende arrecadar mais 2 milhões e 800 mil euros de impostos, no próximo ano. Caiu por terra a impossibilidade de reduzir“, acrescentou.

O documento para os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) foi outro tema abordado na conferência de imprensa. Duarte Pacheco revelou que o PSD optou pela abstenção, ainda que pense que há “uma janela de oportunidade”. Nas palavras do vereador, o partido deu o “benefício da dúvida”, tendo em consideração que a votação irá decorrer na próxima semana.

Aquilo que nos foi afirmado é que a tarifa da água será mantida, mas que será proposto um agravamento de 25% na tarifa de resíduos. Espero que isso não se concretize (…) optámos pela abstenção, na perspetiva de que o debate que vem a ocorrer possa ainda ser frutuoso e que a Câmara opte, no mínimo, pela manutenção das tarifas que estão hoje em vigor“, acrescentou.

Os orçamentos servem uma população de 83 mil habitantes e vão ser ainda sujeitos à Assembleia Municipal, onde o PS também tem maioria. A reunião está agendada para 14 de dezembro.

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