Côrte-Real dirige concertos com a Orchestra Sinfonica Giuseppe Verdi em Itália
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“Há um desejo forte de as orquestras fazerem digressões e conhecerem novas salas”, afirmou o compositor de Torres Vedras.

O maestro Nuno Côrte-Real está em Milão, Itália, onde na quarta-feira se vai estrear a dirigir a Orchestra Sinfonica Giuseppe Verdi durante uma série de concertos, agendados até domingo, em Itália e Portugal.

Sob a direção de Côrte-Real, a Orchestra Sinfonica Giuseppe Verdi vai interpretar composições de Edvard Grieg, Dvořák, além de estrear a sinfonia “Noa Noa”, escrita pelo também compositor português.

“A ideia desta sinfonia tem a ver com o pintor francês Paul Gauguin, porque ele esteve no Taiti, por duas vezes, para pintar, já no fim da sua vida, no fim do século XIX, e escreveu o livro intitulado ‘Noa Noa’, que significa ‘perfume’, em taitiano. Esta minha sinfonia tem cinco andamentos, cada um deles com o título de vários quadros que ele pintou no Taiti” explicou Nuno Côrte-Real à agência Lusa

O compositor sintetiza que a sua sinfonia “bebe um pouco [a influência] da orgia de cores, formas e simbolismo que todos os quadros do Gauguin têm”.

Tal como com Paul Gauguin, Côrte-Real admitiu que também a sua carreira atravessa uma nova fase, com a “tentativa de libertação da música”, e de percorrer um “caminho de descoberta”, através do diálogo com outras artes.

O compositor português já escreveu peças que foram baseadas nos poemas “O Búzio de Cós”, “A Hera”, “Beira-Mar” e “Orpheu”, de Sophia de Mello Breyner Andresen (interpretadas pela Orquestra Sinfónica de Castela e Leão), e em versos de José Luís Peixoto (interpretadas pela cantora de jazz Maria João e pelo grupo Ensemble Darcos).

A Orchestra Sinfonica Giuseppe Verdi, sob a direção de Côrte-Real, tem agendados dois concertos para quarta e quinta-feira em Milão (Itália) e outros dois em Portugal, no sábado, no Teatro-Cine de Torres Vedras e, no domingo, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Em Portugal, os concertos estão inseridos na Temporada Darcos, que se reparte entre Torres Vedras e Lisboa e que, desde há três anos, convida orquestras internacionais para a sua programação anual.

“Há um desejo forte de as orquestras fazerem digressões e conhecerem novas salas, e Lisboa é um destino muito apetecível”, afirmou o compositor de Torres Vedras.

Nuno Côrte-Real é o diretor da Temporada Darcos e do grupo Ensemble Darcos, que foi criado por ele em 2002, e que tem residência artística em Torres Vedras desde 2006.

Nuno Côrte-Real é regularmente interpretado pela Royal Scottish Academy Brass, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Remix Ensemble e a OrchestrUtópica, entre outras formações, além de solistas e maestros como Stefan Asbury, Kaasper de Roo, Cristoph Konig, Paul Crossley, John Wallace, David Alan Miller, Mats Lidstrom, Paulo Lourenço e Cesário Costa.

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Agência Lusa
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