Covid-19: Alenquer canaliza verbas do programa de Natal para ajudar famílias e comércio
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A câmara de Alenquer vai canalizar as verbas do programa de Natal, cancelado devido à pandemia, para ajudar famílias e o comércio tradicional, apesar de manter o presépio gigante e as decorações e iluminações natalícias, disse hoje o vice-presidente.

“Tínhamos previsto uma verba de 150 mil euros a 200 mil euros [no programa “Alenquer, Presépio de Portugal] e decidimos gastá-la em projetos sociais”, afirmou Rui Costa à agência Lusa.

Da verba, 50 mil euros vão ser canalizados para reforçar em dezembro o programa de ajuda alimentar, abrangendo não só mais duas centenas de cidadãos, além dos mil até agora apoiados, como também reforçando a ajuda a cada família “a 200%”.

“Pretendemos dar mais um sinal, quando continua a haver necessidades devido ao estado de emergência, e proporcionar uma quadra natalícia melhor, quando as crianças em idade escolar vão ter duas semanas de férias e não vão fazer refeições nas escolas”, justificou o autarca.

À semelhança dos anos anteriores, a autarquia vai distribuir às famílias carenciadas ceias de Natal, mas, em vez de estas serem confecionadas pela autarquia, vão ser fornecidas pelos restaurantes do concelho.

A medida, destinada a ajudar a restauração, vai implicar um gasto de 13 mil euros.

Este município do distrito de Lisboa tem também previstos incentivos ao comércio local, desde um maior investimento na decoração e iluminação de Natal em Alenquer, Merceana, Abrigada e Carregado, concursos com prémios para quem comprar no comércio tradicional, concursos de árvores e centros de Natal e vídeos promocionais dos estabelecimentos a divulgar nas redes sociais.

Apesar de ter cancelado devido à pandemia de covid-19 o programa “Alenquer, Presépio de Portugal”, com um Parque Temático alusivo ao Natal, a câmara municipal está a montar o presépio gigante na encosta da vila, além de algumas animações, decorações e iluminações de rua.

O presépio é montado há 52 anos na encosta da vila, após as cheias de 1967, que provocaram danos na vila e quase 50 mortos no concelho.

A montagem do presépio na encosta de Alenquer levou à denominação de ‘vila presépio’, tendo em conta a imponência das figuras, que chegam aos seis metros de altura.

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Agência Lusa
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