Covid-19: Autarca de Peniche preocupado com controlo de banhistas no acesso às praias
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O presidente da Câmara de Peniche mostrou-se hoje preocupado com a falta de meios para o controlo de banhistas no acesso às praias na próxima época balnear, no atual contexto da pandemia de covid-19.

“A maioria das nossas praias não é fácil de controlar porque tem vários acessos”, afirmou Henrique Bertino à agência Lusa.

O autarca está também preocupado com a eventual lotação em praias que, na maré cheia, ficam com o areal mais reduzido.

O presidente daquele município do distrito de Leiria defendeu que devem ser mobilizados meios da Marinha para reforçar “os muito poucos meios da Polícia Marítima para o controlo” do número de banhistas nas praias.

Questionado sobre a época balnear, que nas praias do concelho costuma ser de 01 de junho a 15 de setembro, o autarca adiantou que os concessionários das praias propuseram ao município encurtar este período aos meses de julho e agosto.

O autarca remeteu uma decisão para segunda-feira, quando o assunto vai ser votado em reunião de câmara.

Segundo o Ministério do Ambiente, as regras de funcionamento das zonas balneares no contexto da pandemia serão anunciadas até ao final desta semana.

Peniche regista 10 casos de infeção confirmados, dos quais apenas um está ativo, oito já são relativos a recuperação e um a óbito, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico divulgado pelo município.

Na quarta-feira, a Comissão Europeia recomendou uma distância mínima de 1,5 metros e normas de higiene apertadas em praias e piscinas e o estabelecimento de um número máximo de clientes em restaurantes.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 294 mil mortos e infetou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.175 pessoas das 28.132 confirmadas como infetadas, e há 3.182 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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