Covid-19: Câmara da Nazaré cancela Carnaval e desincentiva iniciativas populares
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A Câmara da Nazaré não irá promover qualquer evento relacionado com o Carnaval como forma de desincentivar aglomerações relacionadas com a festa que tradicionalmente atrai à vila mais de 80 mil foliões, informou a autarquia.

A Câmara “não irá promover ou incentivar aglomerações” de pessoas em eventos relacionados com o Carnaval, nem sequer “patrocinar um tema” para as festividades que são tradicionalmente “demasiado vividas localmente”, garantiu hoje o presidente, Walter Chicharro.

Questionado pela agência Lusa o autarca lembrou que “logo no primeiro dia do ano foi dado um sinal nesse sentido, com a não apresentação dos Reis e da Marcha Geral”, que na Nazaré marcam anualmente o encerramento dos festejos da Passagem de Ano que, devido à pandemia de covid-19, também não se realizaram.

A Marcha Geral é uma das primeiras iniciativas no âmbito do Carnaval da Nazaré, no distrito de Leiria, envolvendo coletividades e grupos organizados que, depois de divulgado o tema, compõem marchas entre as quais é escolhida a marcha oficial para cada edição.

A iniciativa “é fervorosamente seguida nas redes sociais, por milhares de pessoas”, pelo que a Câmara entendeu este ano “não se associar a qualquer tipo de evento, ainda que promovido por meios digitais, para não incentivar a que grupos espontâneos possam surgir”, explicou Walter Chicharro.

Numa resposta enviada por ‘mail’ a Câmara esclareceu que em 2021 também não se realizará a Festa de S. Brás, que deveria ocorrer no dia 03 de fevereiro, com milhares de foliões mascarados a subirem ao Monte de S. Bartolomeu, a 156 metros de altura, numa romaria que culmina com um piquenique à volta de fogueiras.

A festa, em que voltam a ser apresentados os Reis, marca o arranque do programa carnavalesco, com bailes nas coletividades e desfiles dos principais grupos organizados (no sábado magro), culminando com os corsos de domingo e terça-feira de Carnaval.

Uma festa que “está nos genes” da população da Nazaré, e que, juntamente com a Passagem do Ano, “são dois enormes ativos económicos do concelho, que a autarquia tem vindo a promover, dentro e fora do país, como dois dos pilares promocionais e financeiros locais em épocas de menores fluxos turísticos”, sublinhou Walter Chicharro.

Mas, “neste momento é necessário dar prioridade à vida e deixar para depois da tempestade passar toda a liberdade de festejar”, acrescentou o presidente da autarquia, que “desincentiva qualquer manifestação” relacionada com os festejos que atraem anualmente “entre 80 a 100 mil visitantes”.

Walter Chicharro admitiu ainda que durante o período carnavalesco possa haver “um reforço de vigilância para dissuadir eventuais concentrações espontâneas alheias à autarquia”, dependendo das próximas “decisões ou restrições que serão anunciadas por parte do Governo”, e apelou a “um comportamento adequado à situação atual”.

O Carnaval da Nazaré é uma organização da Comissão de Carnaval, Câmara Municipal, Serviços Municipalizados, empresa municipal Nazaré Qualifica e Junta de Freguesia da Nazaré.

A festa marcada pela espontaneidade envolve mais de 40 grupos carnavalescos, ranchos de fantasia e cegadas que se exibem em diferentes salas, animadas por bandas musicais locais que tocam as marchas do ano e os ‘clássicos’ de carnavais passados.

 A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.075.698 mortos resultantes de mais de 96,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.686 pessoas dos 595.149 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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