Covid-19: Descontos na água e isenções entre medidas de apoio lançadas no Bombarral
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A Câmara do Bombarral, no distrito em Leiria, vai avançar com várias medidas de apoio às famílias e empresas até junho para minimizar a crise causada pela pandemia, entre elas descontos na fatura da água, foi hoje anunciado.

Segundo a nota divulgada, a autarquia vai isentar as famílias do pagamento do consumo de água do primeiro escalão, suspender o pagamento para a fatura ser paga de forma faseada e alargar a tarifa social às famílias que tenham perdido pelo menos 30% dos seus rendimentos.

O município vai reduzir para metade as rendas de habitação social, isentar as mensalidades da componente de apoio à família e da Piscina Municipal, alargar os beneficiários do Programa de Emergência Abem, para acesso a medicamentos gratuitos, e criar a Linha de Atendimento Psicológico (262 60 90 35).

A autarquia vai adquirir equipamentos tecnológicos para alunos carenciados do primeiro ciclo, para permitir a frequência de aulas à distância.

Para as empresas, estão previstas isenções do pagamento do consumo de água até 10 mil metros cúbicos, de rendas de imóveis ou equipamentos, e de taxas de publicidade e de ocupação do espaço público.

O município vai ainda isentar as associações e instituições sociais do pagamento dos primeiros 50 mil metros cúbicos de água consumidos e distribuir equipamentos de proteção individual.

A autarquia está ainda a reforçar o Fundo de Emergência Social e a desinfetar diversas zonas de maior passagem e afluência de cidadãos.

No concelho, registaram-se quatro casos de infeção confirmados. Uma das pessoas morreu e outra encontra-se recuperada.

A pandemia da covid-19 matou pelo menos 165.216 pessoas em todo o mundo desde que surgiu em dezembro na China, segundo um balanço da AFP às 11:00, que dá conta de quase 2,5 milhões de infetados.

Em Portugal, morreram 735 pessoas das 20.863 registadas como infetadas.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

O “Grande Confinamento” levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

Para Portugal, o FMI prevê uma recessão de 8% e uma taxa de desemprego de 13,9% em 2020.

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