Covid-19: Hospital de Torres Vedras instala contentores para retomar consultas externas
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O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) começa na segunda-feira a instalar contentores prefabricados para aí relocalizar o atendimento à covid-19 e libertar o espaço para retomar as consultas externas, disse hoje a sua administradora.

“Vamos começar na segunda-feira a instalar prefabricados para relocalizar o espaço covid no estacionamento do hospital e as obras vão decorrer durante cerca de 15 dias”, afirmou Elsa Baião à agência Lusa.

A área covid, onde são realizadas consultas a utentes infetados ou suspeitos e testes de diagnóstico, começou a funcionar em meados de março onde antes eram as consultas programadas, que nessa altura foram suspensas no quadro das medidas de mitigação de contágio da pandemia.

O investimento é superior a 100 mil euros, mas “é a solução mais rápida e mais económica” para o CHO conseguir libertar a zona da consulta externa e retomar as consultas programadas da restante atividade assistencial do hospital, explicou a administradora.

“As consultas que retomámos são residuais, porque os espaços têm estado ocupados” pela área covid-19, sublinhou.

O recomeço das consultas programadas ainda não tem uma data definida e depende das obras de instalação dos contentores.

O CHO está a negociar uma solução com o município de Torres Vedras para os profissionais terem estacionamento gratuito na cidade, uma vez que vários lugares de estacionamento dentro do recinto hospitalar vão ser ocupados pelos contentores.

Na unidade de Torres Vedras arranca também, na segunda-feira, a teleconsulta apenas para utentes da ortopedia infantil e medicina física, em parceria o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul.

A teleconsulta vem “agilizar procedimentos, evitar deslocações ao hospital nesta fase da pandemia e reduzir as listas de espera”, que aumentaram nos últimos dois meses, depois da atividade assistencial ter sido suspensa em 16 de março.

O CHO “pondera alargar a teleconsulta a outras especialidades”, acrescentou.

No início de maio, o CHO anunciou que tinha retomado as consultas, cirurgias programadas, sessões de hospital de dia e exames de diagnóstico e de terapêutica nos seus três hospitais.

Quanto às cirurgias, têm prioridade “as cirurgias de ambulatório, que não obrigam ao internamento”.

O CHO recomenda que quem não foi contactado não se desloque ao hospital, uma vez que está a contactar os utentes para reprogramar as consultas ou a remetê-los para teleconsulta.

Para a frequência dos serviços, os utentes deverão deslocar-se apenas 15 minutos antes da hora marcada, para evitar sobrelotação, usar máscara cirúrgica, que lhes vai ser facultada à entrada, higienizar as mãos à entrada e saída do hospital, e manter o distanciamento social de segurança face aos restantes utentes e aos profissionais.

Só é autorizada a entrada de acompanhantes no caso de utentes dependentes ou menores de idade.

A instituição sublinha que os três hospitais “são locais seguros, já que existem circuitos autónomos destinados aos doentes covid-19 e não covid-19”.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche e detém uma área de influência constituída, a par destes três concelhos, pelas populações de Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e de parte dos municípios de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,3 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.383 pessoas das 31.946 confirmadas como infetadas, e há 18.911 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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