Covid-19: Óbidos considera excessiva lotação de 4.500 banhistas na praia do Bom Sucesso
publicidade

A Câmara de Óbidos considera excessivo o potencial de ocupação definido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para a praia do Bom Sucesso e vai pedir que o número de 4.500 banhistas seja reduzido.

“Não questiono os pressupostos que estão por trás da carga calculada, mas acho que houve uma gralha em relação à praia do Bom Sucesso e que a carga de 4.500 banhistas é excessiva”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques.

A APA publicou na quarta-feira, no âmbito da pandemia da covid-19, as capacidades das praias das regiões do Algarve e Tejo/Oeste, definindo para as três praias do concelho de Óbidos um potencial de ocupação de 4.500 pessoas na do Bom Sucesso, de 1.600 pessoas para a praia D’El Rei e de 300 pessoas para a praia do Cortiço.

No que toca às duas últimas, “a lotação está adequada”, ao contrário do que acontece com o Bom Sucesso onde, “a aberta [canal que liga a Lagoa de Óbidos ao mar] se deslocou muito para sul, retirando profundidade ao areal” com cerca de 500 metros.

“Para manter as distâncias de segurança, a ocupação terá de ser mais reduzida”, defende Humberto Marques.

Nesse sentido, o autarca solicitou já à APA que “o valor definido seja afinado”, de acordo com uma averiguação feita no local por técnicos da agência.

A época balnear no concelho de Óbidos, que deveria iniciar-se em meados de junho, foi adiada para o período entre 27 de junho e 15 de setembro, devido às medidas de contenção da pandemia de covid-19.

Das três praias, o Bom Sucesso é a única não concessionada, sendo que “o executivo optou por ser a própria câmara a garantir a vigilância, assegurando a presença de dois nadadores-salvadores”, explicou o autarca.

Humberto Marques disse ainda à Lusa já ter informado o Ministério do Ambiente de que “a câmara não dispõe de meios tecnológicos para controlar o número de pessoas nas praias”, pelos que solicitou “a cooperação do Estado e da APA na colocação de um sistema de contagem”.

De acordo com o autarca, a verificação do cumprimento das normas de utilização das praias do concelho será feita através de elementos da Capitania do Porto de Peniche, da GNR e da proteção civil municipal, mas “é preciso um reforço dos meios tecnológicos e humanos para garantir a segurança”.

Em comunicado, a APA considera a definição das capacidades “um importante auxiliar para a gestão e utilização segura das praias, pois é a partir destes valores que pode ser dada informação – ao cidadão e às autoridades – de modo a direcionar os devidos comportamentos, de uma forma responsável”.

Em resposta à agência Lusa, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática, que tutela a APA, explicou na quinta-feira que a divulgação feita da capacidade das praias em contexto da pandemia da covid-19 integra “uma consulta informal, logo vai sofrer alterações com base nos contributos recebidos”, reforçando que se trata de “um documento em mutação”.

No âmbito da pandemia da covid-19, o Governo determinou que a época balnear só começa, este ano, em 06 de junho, cabendo à APA o apuramento da capacidade das praias.

publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here