Covid-19: Óbidos mantém hospital de campanha com 70 camas
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A Câmara de Óbidos vai manter por tempo indeterminado o hospital de campanha com capacidade para 70 internamentos, montado nas instalações de uma empresa de animação turística.

O hospital localizado na freguesia do Olho Marinho, em instalações cedidas pela empresa “Campo Aventura”, vai manter-se com “16 camas prontas a serem utilizadas em qualquer altura” e com “uma capacidade de alargamento até 70 camas se vierem a ser necessárias”, afirmou o presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques.

O hospital foi criado no dia 23 de março com o objetivo de dar apoio às estruturas de saúde regionais e às instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho, estando preparado para “receber pessoas com sintomas ligeiros que necessitassem de apoio médico e de enfermagem”, explicou o autarca à agência Lusa.

No concelho foram também, na altura, disponibilizadas três unidades hoteleiras para alojamento de utentes das IPSS que necessitassem de ser colocados em isolamento.

“Nenhum desses recursos foi até agora utilizado mas, dada a disponibilidade manifestada pelo empresário do Campo Aventura, o hospital de campanha vai manter-se por tempo indeterminado, tendo em conta que o alargamento das medidas de desconfinamento poderá fazer aumentar os casos confirmados na região”, sublinhou.

De acordo com o último boletim de situação epidemiológica publicado pela OesteCim (Comunidade Intermunicipal do Oeste), o concelho de Óbidos registou desde o início da pandemia apenas dois casos confirmados de covid-19, ambos recuperados.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,3 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.383 pessoas das 31.946 confirmadas como infetadas, e há 18.911 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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