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 O desemprego na região do Oeste quase duplicou e 42% das empresas apontam a receita atual como a mais baixa desde a abertura de atividade, segundo uma análise do primeiro ano da pandemia de covid-19 efetuada pela associação empresarial.

Os resultados da análise ao impacto económico da pandemia de covid-19 nas empresas da região Oeste, entre os meses de março de 2020 e de 2021, foram hoje divulgados pela Associação Empresarial da Região Oeste (AIRO), verificando-se “impactos severos” para a maioria das empresas inquiridas.

A região registou um aumento do desemprego, com o número de desempregados inscritos no centro de emprego a crescer: em fevereiro de 2020 estavam inscritos 7.761 desempregados, número que aumentou para 11.914 em fevereiro deste ano.

Ainda assim, a maioria das em­presas (68%) inquiridas pela AIRO respondeu ter mantido constante o número de trabalhadores e apenas 5% do tecido empresarial reduziu colaboradores. Outros 15% dos questionados já tinham reduzido anteriormente o número de trabalhadores, enquanto 1% admitiram ter suspendido colaboradores em fim de contrato.

Durante o primeiro ano de pandemia houve, no entanto, 11% de empresas que aumentaram o número de funcionários.

Na resposta ao questionário realizado em março, os empresários demonstram “uma melhoria das perspetivas e da confi­ança”, influenciada pelo “desconfinamento faseado” e pelo aproximar do verão, fator que 73% dos inquiridos disse esperar que “possa ser uma oportunidade de aumento de faturação”, é referido no documento.

As empresas que neste momento se encontram com atividade suspensa ou em ‘lay-off’ esperam, na sua maioria, retomar a atividade até ao verão, mas 33% não têm ainda pre­visão de quando o irão fazer.

Quanto ao risco de encerrar a atividade, o inquérito revela “uma melho­ria das perspetivas”, em relação às respostas aos questionários realizados anteriormente, evidenciando-se “um aumento considerável de respostas que apontam para um risco baixo (38%) e uma diminuição de respostas que apon­tam para um risco elevado (15%)”.

Apesar de a maioria das empresas afirmar possuir sustentabilidade finan­ceira, 33% da amostra indicou estar em situação de insustentabilidade, com muitas a admitirem o risco de “sofrer complicações com cumprimento de obrigações salariais ou fiscais no futuro”.

Cerca de 35% das empresas consideram este risco moderado e 18% classificam-no como elevado.

Comparativamente a anteriores anos de atividade, a maioria das empresas que responderam ao inquérito (42%), aponta a atual receita como a mais baixa desde a abertura de atividade, um dado que a AIRO considera “preocupante e que demonstra o quão afetadas são as empresas neste contexto pandémico e a necessidade das mesmas se reinventarem e recorrerem a apoios financeiros”.

 Muitas das empresas consideram também que “devem ser colocadas em prática um conjunto de várias medidas a nível local, de forma a apoiar a atividade económica e reerguer o tecido em­presarial”, lê-se no documento, sugerindo ações “que permitam dar es­truturas de apoio a empresas, que agilizem procedimentos burocráticos, campanhas de marketing e comunicação, incentivo ao comércio local, promover a sustentabilidade e o turismo”.

Os resultados agora revelados serão complementados após nova recolha e análise de respostas com foco nos próximos meses, no âmbito do barómetro através do qual a AIRO tem vindo a auscultar o tecido empresarial ao lon­go das diversas fases da pandemia.

Destinados às empresas sediadas na região Oeste foram já aplicados seis questionários, desde maio de 2020, tendo sido recolhidas respostas e contributos de 883 empresários, representativos de todos os setores económicos.

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