Covid-19: Vinte infetados em lar de Arruda dos Vinhos
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Dezoito utentes e dois funcionários do Lar de São Miguel, em Arruda dos Vinhos, encontram-se infetados pela covid-19, confirmou hoje o delegado de saúde local, depois de o município ter informado a população do surto.

Pompeu Balsa explicou à agência Lusa que, “na sequência de um utente que na quinta-feira acusou positivo depois de se ter deslocado à urgência por outra razão”, foi decidido testar as 33 pessoas ligadas ao lar, entre utentes e funcionários, no dia seguinte.

Os testes revelaram que 18 utentes e dois funcionários, um dos quais não trabalha a tempo inteiro no lar, estão positivos, mas “estáveis e assintomáticos”, adiantou o delegado de saúde.

Dos 33 positivos, um utente está positivo e hospitalizado, mas por outra razão de saúde.

A mesma fonte disse que “os utentes positivos e negativos foram separados” e “houve reforço do apoio médico e de enfermagem por parte do Centro de Saúde para garantir a estabilidade e a assistência necessárias destas pessoas”.

Através da página da rede social Facebook do município, na segunda-feira, o presidente da câmara, André Rijo, informou existir “um aumento exponencial de casos” no concelho, com 36 ativos, decorrente do surto no Lar de São Miguel, na freguesia de Cardosas.

De acordo com o autarca, “o lar tudo tem feito para isolar os utentes e continuar a prestar todos os cuidados aos utentes infetados”.

Arruda dos Vinhos, no distrito de Lisboa, regista um total de 74 casos confirmados, dos quais 36 estão ativos, 38 recuperaram e um morreu, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Comunidade Intermunicipal do Oeste, a que pertence o município.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 893.524 mortos e infetou mais de 27,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.846 pessoas das 60.895 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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