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A Comissão de Defesa da Linha do Oeste manifestou hoje preocupação com o atraso no início das obras de requalificação do troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, assim como no fabrico de novo material circulante.

“Estamos preocupados porque as obras do troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha estão significativamente atrasadas, com várias prorrogações do prazo do concurso, sem que tenhamos qualquer explicação das razões desse atraso ou da evolução do concurso”, afirmou Rui Raposo, porta-voz da comissão à agência Lusa.

“Corremos o risco de a requalificação integral da linha não estar pronta no segundo trimestre de 2023”, advertiu.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da Infraestruturas de Portugal, empresa responsável pelo lançamento do concurso, esclareceu que “decorre a fase de análise das propostas entregues a concurso e de elaboração do relatório preliminar”, prévias à adjudicação da empreitada, para a qual ainda não há qualquer data definida.

Sobre as prorrogações de prazo, explicou que foram solicitadas pelos potenciais concorrentes que adquiriram o caderno de encargos para apresentarem propostas a concurso.

O porta-voz da Comissão de Defesa da Linha do Oeste alertou também para os eventuais atrasos no fabrico de material circulante, que “não deve estar pronto antes de 2024”, o que implicaria a instalação na linha de “material elétrico que a CP reconhece que está desgastado”.

“Vamos continuar a ter transbordos entre comboios elétricos e a diesel, o que aumenta o tempo de deslocação”, perspetivou, acrescentando que “quem perde são os utentes e o transporte ferroviário, que vai continuar a não ser competitivo com o transporte rodoviário”.

A Comissão de Defesa da Linha do Oeste pediu ainda “uma política de preços que incentive o uso do comboio”, interligações aos transportes rodoviários de passageiros nos centros urbanos e ligação à Linha do Norte.

O projeto de modernização da Linha do Oeste (Sintra/Figueira da Foz) está dividido em duas empreitadas, sendo a primeira a de eletrificação e modernização do troço entre Mira Sintra-Meleças (Sintra) e Torres Vedras (61,7 milhões de euros), cujas obras já começaram, e a segunda de modernização e eletrificação do troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha (40 milhões de euros), para a qual já foi lançado concurso público.

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Agência Lusa
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