publicidade

A presidente da Câmara de Torres Vedras revela que “não estão garantidas as condições de acesso universal aos cuidados de saúde”.

Mais de duas centenas de cidadãos participaram esta segunda-feira, dia 3 de abril, na “Marcha pela Saúde”, em Torres Vedras, em protesto contra a degradação dos serviços de saúde neste concelho do distrito de Lisboa.

Os manifestantes concentraram-se na Praça 25 de Abril e daí seguiram a pé até ao hospital de Torres Vedras. No início da concentração, a presidente da câmara de Torres Vedras, Laura Rodrigues, leu um manifesto, segundo o qual “não estão garantidas as condições de acesso universal aos cuidados de saúde” no concelho.

Com a população insatisfeita, a autarca promoveu esta iniciativa em conjunto com PS, PSD, Bloco de Esquerda, Partido Aliança, Chega, PCP e CDS-PP “para demonstrar o sentimento de desagrado quanto à forma como a saúde dos torrienses está a ser tratada, sem alternativas à vista e agravada semana após semana sem que surjam soluções por parte do Ministério da Saúde”.

Os manifestantes acusaram a tutela de “ineficácia e inoperância” para resolver os problemas de saúde: o encerramento noturno da urgência pediátrica desde o dia 1, o adiamento da localização do novo hospital para o Oeste e as “débeis condições” do hospital de Torres Vedras.

Acresce a falta de médicos que, ao nível dos cuidados primários de saúde, afeta 39 mil utentes (45% dos inscritos), que estão sem médico de família no concelho.

“Acho que é importante termos as urgências pediátricas de noite, porque é uma grande distância irmos para outros sítios”, disse Ana Santos, mãe de dois filhos menores no meio da marcha.

Pelo mesmo motivo, Nuno Nepomuceno, com dois filhos também menores, juntou-se ao protesto para demonstrar o seu “desagrado e preocupação para com o estado de saúde com os fechos intercalares da urgência pediátrica”.

Apesar de não ter filhos menores, Rute Gomes aderiu em solidariedade para com os pais que têm filhos em idade de frequentar aquele serviço, cujo fecho noturno considerou “insustentável”.

Ana Paula Cerqueira manifestou-se contra a falta de médico de família atribuído há 10 anos e o encerramento noturno da urgência pediátrica, defendendo que “um concelho tão grande não pode ficar sem o serviço quando Caldas da Rainha é demasiado longe e são vidas que estão em jogo”.

Maria Eugénia Oliveira e Alexandra Oliveira, respetivamente avó e mãe de crianças em idade de frequentar a pediatria, também integraram a marcha por “acharem mal” o encerramento noturno da respetiva urgência, que “faz falta num concelho tão grande”.

A urgência pediátrica de Torres Vedras do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) passou, desde o dia 1, a encerrar entre as 21h00 e as 9h00, uma decisão tomada pela direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no âmbito da reorganização dos serviços de urgência pediátrica da região de Lisboa e Vale do Tejo, para assegurar a previsibilidade e segurança do funcionamento dos serviços de Pediatria do SNS.

publicidade

Artigo anteriorTorres Vedras promove “Marcha pela Saúde”
Próximo artigoMotoclube de Torres Vedras celebrou o 32.º aniversário
Agência Lusa
A Lusa é a maior produtora e distribuidora de notícias sobre Portugal e o mundo, em Língua Portuguesa. A Lusa acompanha a atualidade nacional e internacional a cada segundo, e distribui informação em texto, áudio, foto e vídeo. A rede Lusa de correspondentes cobre geograficamente todo o país e está presente em 29 de países do mundo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui