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Estratégia AdegaMãe. “E se Lisboa começar a beber os seus próprios vinhos?”

“E se Lisboa começar a beber os seus próprios vinhos?” Esta é a pergunta de partida que enquadra a aposta estratégica que a AdegaMãe tem vindo a desenvolver neste mercado específico, onde o produtor de Torres Vedras está a crescer 23% em vendas, só no último ano.

Com uma grande vocação exportadora (65% das vendas em mercados internacionais), a AdegaMãe apostou desde o início do projeto (2010) numa estratégia comercial igualmente direcionada para a Grande Lisboa, onde o sector da Restauração, ainda mais dinamizado pelo crescimento do turismo, apresenta grande potencial. O trabalho, de persistência, implica entrar num domínio de regiões naturalmente mais implementadas, pelo trabalho de excelência que têm vindo a desenvolver há décadas.

Importa, portanto, colocar os vinhos da Região de Lisboa no mesmo nível, pela sua qualidade e originalidade. E os resultados estão a aparecer, como explica o enólogo da AdegaMãe, Diogo Lopes. “Compreendemos a razão, mas não deixa de ser um paradoxo: um estrangeiro chega a Lisboa e faz questão de pedir um vinho da região, porque procura algo genuíno e local. Já os portugueses são mais reticentes, porque estão naturalmente mais identificados com outras regiões, graças à qualidade e prestígio que estas vêm a construir há muito. Mas a perceção em torno dos Vinhos de Lisboa está a mudar. Os consumidores, e a própria restauração de Lisboa, têm cada vez mais conhecimento da qualidade e carácter único dos seus vinhos. É por isso que temos crescido bastante em Lisboa. E tratando-se de um mercado com muito trabalho para fazer, o melhor é que temos aqui um enorme potencial de crescimento. Cá estamos para procurar agarrá-lo”.

Desafiado a sintetizar as características que tornam os Vinhos de Lisboa especiais, Diogo Lopes afirma: “Devido à proximidade do mar, a influência marítima nota-se muito na Região. Não só temos tintos de grande equilíbrio, mais frescos e muito diferenciadores, de certa forma mais modernos e hoje muito apreciados, como alternativa a outros perfis de tintos mais clássicos, como temos igualmente brancos de excelência, diria mesmo de nível mundial. Lisboa está a provar-se uma região de excelência para a adaptabilidade de grandes castas brancas, não só grandes castas nacionais, mas igualmente internacionais, que graças ao clima e à mineralidade dos solos se expressam de forma muito interessante e original, com vinhos de grande acidez e carácter, às vezes até com salinidade”, diz o enólogo da AdegaMãe.

“Graças ao trabalho que está a ser feito por vários produtores, diria que a Região de Lisboa está condenada a entrar no mapa, não só das regiões de referência, mas igualmente da perceção dos consumidores”, termina Diogo Lopes.

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