O ex-secretário de Estado da Segurança Social Pedro Marques defendeu hoje que a Europa está a correr para o fundo em termos de financiamento do Estado social, não sendo possível antever as consequências das transformações sociais brutais.

“Não é possível saber para onde estaremos a caminhar nos próximos anos, mas não estamos certamente a caminhar para esse crescimento económico que agora nos prometem como uma quase inevitabilidade em resultado das políticas de austeridade”, afirmou Pedro Marques, que integrou o Governo de José Sócrates.

Para o socialista, que falava perante dezenas de jovens socialistas em Santa Cruz, Torres Vedras, a Europa está “a correr para o fundo em termos de financiamento do Estado social”, já que apesar de aparentemente se ter chegado a “uma estabilização na estagnação”, pode na verdade tratar-se de “uma acalmia antes da tempestade”.

Pedro Marques defendeu não ser possível “saber o que vai acontecer com as transformações sociais brutais que o desemprego de longa duração, o desemprego jovem e os movimentos migratórios para a Europa vão provocar sobre o tecido social europeu”, já que os países não têm “uma rede de proteção social para suportar todos esses cidadãos”.

E, por isso, “há uma mudança indesejável no modelo social europeu”, acrescentou.

Pedro Marques falava num debate intitulado “Projetar o Estado Social”, em que esteve em foco a segurança social, num painel em que participaram também a eurodeputada Maria João Rodrigues, Helena Roseta (presidente da Assembleia Municipal de Lisboa e candidata a deputada) e o sociólogo Alfredo Bruto da Costa.

O debate decorreu no âmbito do ‘YES Summer Camp’, um acampamento de jovens socialistas europeus a cuja organização a JS se candidatou, estando reunidos em Santa Cruz cerca de mil jovens.

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