Ensemble
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A 1.ª edição do Ciclo de Órgão de Torres Vedras inaugura com o concerto do Ensemble Os Desafinados, já no próximo dia 6 de novembro, domingo, às 16h30, na Igreja da Misericórdia de Torres Vedras.

De acordo com Daniel Oliveira, diretor artístico do Ciclo de Órgão de Torres Vedras, “(…) A Cidade de Torres Vedras também através dos seus monumentos nos conta a sua história. É nesta riqueza cultural que encontramos o belíssimo espaço da Igreja da Misericórdia que, por sua vez, também ela nos apresenta uma peça única – o Órgão Histórico Bento Fontanes, instrumento português do séc. XVIII, restaurado no ano de 2008 por Dinarte Machado. Tendo em conta a importância deste instrumento tão único, surge a ideia do Ciclo de Órgão de Torres Vedras. Apresenta-se o instrumento do ponto de vista artístico dando a conhecer a literatura para órgão desde o séc. XVI até ao séc. XIX, mostrando também o órgão como instrumento acompanhador.”

A abrir o Ciclo de Órgão de Torres Vedras, no dia 6 de novembro, um concerto pelo Ensemble “Os Desafinados”, grupo vocal formado em 2012 por alunos da Escola Superior de Música de Lisboa.

No ano letivo de 2012 e 2013, para além dos vários concertos em que participou, o ensemble fez parte de um projeto que consistiu em preparar dois programas distintos. Um à cappella, com obras corais do compositor português Eurico Carrapatoso e outro para coro/solistas e piano, com obras de Johannes Brahms. O culminar do projeto, após as apresentações oficiais em Lisboa, foi uma digressão pelo país com concertos em Sines, Albufeira, Lagos, Guimarães, Ovar e Ribeira Brava (Madeira) em julho de 2013.

No final do ano de 2013 participou no II ciclo de encontros corais em Terras do Infante. Já no ano 2014 participou na semana da composição da ESML e também num intercâmbio com o coro Leal da Câmara. Em 2015 interpretou StabatMater de Scarlatti para 10 vozes e contínuo.

Paralelamente aos estudos académicos, vários dos seus elementos fazem ou fizeram parte de grupos como o Coro Ricercare, Coro Sinfónico Lisboa Cantat, Coro Gulbenkian, Tenso Europe Chamber Choir, Officium Ensemble ou Voces Celestes, lecionam em Conservatórios como o Nacional, o de Setúbal, Metropolitano de Lisboa e tiveram oportunidade de se aperfeiçoar em cursos como o Curso Internacional de Música Vocal de Aveiro, os Vocalizze do Instituto Piaget de Almada, entre outros. Também a maioria dos membros do ensemble estudaram ao abrigo do programa Erasmus no Instituto Kodály, em Kecskemét, na Hungria.

Daniel Oliveira, Órgão

Natural de Alenquer, Daniel Oliveira é diplomado em Musicologia pela Universidade Nova de Lisboa, licenciado em Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa sob orientação de João Vaz e mestre em Pedagogia Musical pela mesma instituição.

Tem realizado inúmeros concertos em Portugal e no estrangeiro, sendo de destacar a temporada de Música de São Roque (Lisboa), Festival de Música de Mafra, Festival Internacional de Órgão de Faro, Festival Internacional de Órgão de Santarém, Festa da Música do Centro Cultural de Belém, Festival Internacional de Órgão de Cantábria (Espanha) e Festival Internacional de Música “Pórtico del Paraíso” (Galiza).

Apresenta-se regularmente como organista e cravista inserido em grupos de referência, tais como a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Quarteto “Tempus”, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Sinfónica Juvenil, Coro do Instituto Gregoriano de Lisboa e Flores de Música. Nos seus estudos de órgão e cravo, trabalhou e contactou com personalidades como Graham Barber, Luigi Ferdinando Tagliavini, J.L.Gonzalez Uriol, Javier Artigas, Kristian Olesen, Ketil Hausgand, Gerhard Doderer e Elisabeth Joié.

É professor de Órgão, Iniciação Musical, Baixo-contínuo e Música de Câmara na Escola de Música Luís Maldonado Rodrigues (Torres Vedras) e do Conservatório D. Dinis (em Odivelas). É membro fundador do Trio Ars Eloquentae, dirige o Coro Magnificat (Odivelas) desde 2013 e detém a titularidade dos Órgãos Históricos da Igreja da Misericórdia em Torres Vedras e Igreja Matriz de Oeiras.

“Através dos vários timbres produzidos pelo Órgão, e pela qualidade dos agrupamentos e intérpretes que participam no Ciclo, este será certamente um acontecimento ímpar na vida cultural da cidade, querendo ainda sensibilizar-se a população torriense para música de órgão, bem como tornar este ciclo numa marca de referência para o Turismo.”

O Ciclo de Órgão de Torres Vedras terá continuidade nas seguintes datas:

8 de dezembro | Schola Cantorum da Catedral de Santarém

7 de janeiro de 2017 | Classes de Órgão da Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues e Ateliê de Órgão.

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