Esclarecimento da Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras
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“O valor oferecido pelo Hospital de Torres Vedras, para além do edifício hospitalar do Barro, é irrisório. Os valores oferecidos e a forma de liquidação dos mesmo não permite manter o equilíbrio financeiro da instituição.”

Referente à notícia publicada no dia 2 de novembro com o título “Câmara recusa proposta da Misericórdia para o hospital”, a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras enviou uma nota de esclarecimento ao jornal Badaladas.

A Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras, em reunião de 8 de novembro, ficou surpreendida com a notícia de primeira página referente às negociações promovidas pela Câmara Municipal de Torres Vedras entre o Centro Hospitalar de Torres Vedras e esta Misericórdia, negociações que ainda se encontram a decorrer, estando agendada nova reunião para o próximo dia 28 de novembro, pelas 15 horas.

Não era intenção desta Misericórdia falar sobre uma situação que ainda não está definida, mas dado que a Câmara Municipal decidiu informar os munícipes dos seus passos entendeu a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras dar a conhecer a sua posição na negociação em curso.

Os valores apresentados pela Misericórdia, negociáveis, foram efetivamente 25 milhões de euros, os quais englobam todo o equipamento, inclusive o edifício anexo onde são prestados serviços maternos. Em 2012, quando o Governo de então pretendeu entregar os hospitais às Misericórdias, onde estava incluído o de Torres Vedras, não só nos era devolvido o hospital como receberíamos uma verba compensatória que permitiria renová-lo e prestar um serviço de saúde com qualidade à população sob nossa gerência.

Nos últimos meses tem havido reuniões entre as partes interessadas sobre a titularidade da propriedade hospitalar, em que a Câmara Municipal tem procurado que a Misericórdia troque um edifício por outro, Hospital do Barro – Hospital de Torres Vedras, visando os interesses da Santa Casa.

Pretende a Câmara Municipal que a Santa Casa da Misericórdia fique com o edifício hospitalar do Barro, ao qual atribuíram um valor monetário, para que nós ali criemos uma Unidade de Cuidados Continuados, quando é do conhecimento da edilidade a existência de projeto de edificação para uma Unidade de Cuidados Continuados a criar raiz no complexo que possuímos no Sarge, que está aprovado.

O valor oferecido pelo Hospital de Torres Vedras, para além do edifício hospitalar do Barro, é irrisório. Os valores oferecidos e a forma de liquidação dos mesmo não permite manter o equilíbrio financeiro da instituição.

Acrescendo ainda que para remodelar o existente edifício em uma Unidade de Cuidados Continuados teríamos de suportar custos elevados, além de perdermos uma fonte de rendimento.

A Santa Casa da Misericórdia sobrevive economicamente à custa de rendas, mensalidades das suas respostas sociais e comparticipações do Estado, sendo esse edifício um dos principais rendimentos da instituição, suporte de ações sociais que de outra forma não poderiam existir dado o seu cariz social, logo deficitário. Qualquer passo dado tem de ser muito bem ponderado para que não haja desequilíbrio financeiro que coloque em perigo, não a instituição, mas tudo o que ela é.

A Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras tem de zelar pelos interesses da instituição, é o que faz quando apresenta uma contraposta, a qual se encontra ainda hoje em negociação, não havendo por isso valores reais a serem apresentados.

A Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras está ao serviço da população ao longo de vários séculos e quer continuar a sua cruzada de ajudar o próximo no máximo das suas possibilidades, a comemorar 500 anos de existência em 2020, mantendo as 14 obras de Misericórdia sempre presentes nos seus atos, está aqui para colaborar com os parceiros sociais e demais organizações que visem o interesse da população, procurando sempre o melhor para a população torriense. Estamos aqui para servir, para progredir no apoio prestado, não podemos deixar de defender os interesses desta secular instituição.

Torres Vedras, 12 de novembro 2018

Pela Mesa Administrativa da SCMTV

O Provedor

Crédito de Imagem: 24.Sapo.pt

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