O deputado do PSD Duarte Pacheco disse hoje que o Ministério da Educação garantiu 2,5 milhões de euros no quadro comunitário 2014-2020 para requalificação ou construção de novas instalações para a Escola de 2.º e 3.º ciclos da Freiria, em Torres Vedras.

As más condições da escola “justificaram que fosse considerada prioritária em termos de investimento a realizar no âmbito do Portugal 2020, estando cativa uma verba de 2,5 milhões de euros”, afirmou à agência Lusa o deputado, que hoje fez uma visita ao local.

A agência Lusa contactou já o Ministério da Educação, para obter mais esclarecimentos sobre o assunto, mas sem sucesso até ao momento.

“A cobertura é de amianto, existem vigas metálicas a suportar o próprio telhado para não abater e que estão em risco, há um cheiro a mofo decorrente da humidade, existem caixilharias antigas e as casas-de-banho estão muito degradadas”, destacou Duarte Pacheco, lembrando que a escola resultou de “obras de acrescento”, tendo sido erguida a partir de pavilhões pré-fabricados.

No início do ano letivo anterior, o Agrupamento enviou à tutela um levantamento fotográfico das condições do estabelecimento, a pedido do próprio Ministério.

Em novembro, os pais dos alunos da escola já tinham alertado para as más condições do estabelecimento e exigiram obras ao Ministério da Educação.

A porta-voz do grupo de pais dos alunos da escola, Graça Alves, disse à agência Lusa que “a escola tem vindo a degradar-se de dia para dia”, com “amianto a cair dos telhados” e “salas onde chove”, que obrigaram o Agrupamento de Escolas de São Gonçalo a encerrá-las à atividade letiva.

“A escola foi construída há 40 anos e tem pavilhões sem isolamento, por isso os professores pedem aos alunos para trazerem mantas para as aulas”, relatou.

Contactado na ocasião pela Lusa, o Ministério da Educação reconheceu que o estabelecimento “constava da lista das escolas prioritárias para intervenção”.

O ano letivo de 2017/2018 é a data apontada para a inauguração das obras que a tutela prevê fazer, mas antes vai avançar, segundo Duarte Pacheco, com um estudo para avaliar “se a requalificação vale a pena” ou se avança para uma construção nova de raiz, como defendem os autarcas locais.

Freiria é a escola na região Oeste que mais necessita de uma intervenção. De acordo com Duarte Pacheco, estão também cativas verbas para a Escola EB 2,3 de Cister, em Alcobaça (580 mil euros), Escola Secundária Damião de Góis, em Alenquer (470 mil euros) e para a Escola Secundária do Cadaval (294 mil euros).

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